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Greve na Torre de Belém, Jerónimos e Museu de Arqueologia teve adesão total

Trabalhadores contestam a falta de pessoal, o desrespeito pelo direito ao descanso e pagamento de trabalho suplementar. Estão já a ser planeadas novas formas de luta às quais se juntarão trabalhadores de outros museus. O Bloco já questionou o Governo sobre esta situação.
Greve na Torre de Belém, Jerónimos e Museu de Arqueologia teve adesão total
Foto de Wisigreter/Flickr.

A greve dos funcionários da Torre de Belém, Mosteiro dos Jerónimos e Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa, terminou com “adesão de 100%”, segundo dados do sindicato.

“O balanço foi de 100% nos dias todos, incluindo no dia da greve nacional. Continuamos com silêncio total por parte da tutela e dos serviços”, disse à agência Lusa Catarina Simões, do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas.

Os trabalhadores denunciam a falta de condições de trabalho, como a falta de pessoal, e o desrespeito pelo direito ao descanso, gozo de férias e pagamento de trabalho suplementar.

Catarina Simões fez saber ainda que no sábado e hoje, domingo, “o Museu dos Coches não abriu – nem o novo, nem o velho - por falta de pessoal, que é precisamente uma das reivindicações dos trabalhadores”.

“É gritante a falta de pessoal, mas infelizmente a diretora geral do património referiu que vão adotar bilheteiras automáticas para que os funcionários sejam alocados a outras situações”, denuncia a sindicalista.

Na passada quinta-feira, a diretora-geral do Património Cultural (DGPC), Paula Silva, revelou à Lusa que o Mosteiro dos Jerónimos e o Museu Nacional de Arqueologia terão bilheteiras automáticas a funcionar já a partir de novembro, alegando que isso permitirá aos trabalhadores o desempenho de outras funções.

Gesto que Catarina Simões qualifica como sendo “tapar o sol com a peneira”. A sindicalista recorda que o problema das filas não vai ficar resolvido”, antes pelo contrário, irá aumentar porque “é sabido que nas bilheteiras automáticas cada pessoa demora entre 3 a 4 minutos para tirar um bilhete, além de que as máquinas não aceitam notas acima de 20 euros”.

A 30 de outubro terá lugar mais uma reunião de trabalhadores para se definirem novas formas de luta, às quais outros serviços mostraram interesse em aderir, como é o caso do Museu dos Coches, do Panteão Nacional e do Museu de Etnologia.

O Bloco de Esquerda já questionou o Ministério da Cultura sobre as medidas já tomadas para colmatar as falhas relatadas pelos trabalhadores, bem como para garantir o cumprimento dos direitos laborais dos mesmos.

A greve dos trabalhadores da bilheteira, receção e vigilância do Mosteiro dos Jerónimos, Torre de Belém e do Museu Nacional de Arqueologia teve lugar nos dias 25, 27 e 28 de outubro no período entre as 10:00 e as 11:00. A este dia acrescentou-se a adesão à greve da função pública, no dia 26 de outubro.

Notícia atualizada às 14:00 de dia 29 de outubro para incluir a questão apresentada pelo Bloco de Esquerda.

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