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Greve na Lufthansa deixa 180 mil sem voos

1300 voos da companhia aérea alemã foram cancelados devido a uma greve de 48 horas. Os trabalhadores de cabine da Lufthansa exigem menos precariedade, melhores salários, pensões e condições de trabalho. A empresa, que tentou travar a paralisação em tribunal e perdeu, diz agora que está disponível para arbitragem.
Membro do sindicato UFO em greve.
Membro do sindicato UFO em greve. Fonte: site do sindicato.

A Lufthansa comunicou na quarta-feira o cancelamento de 1300 voos na sequência da greve dos seus trabalhadores de cabine. A greve de 48 horas irá afetar 180 mil passageiros.

O que está em causa, segundo o sindicato UFO, são reivindicações de menos precariedade, melhores salários, pensões e condições de trabalho. Daniel Flohr, vice-presidente do sindicato, declarou às agências noticiosas internacionais que “outros anúncios [de greve] são possíveis a qualquer momento”.

Administração da Lufthansa e direção sindical têm estado também em disputa acesa em tribunal com a empresa a não querer reconhecer esta, alegando que houve irregularidades no seu processo de eleição e colocando em causa o estatuto legal do conjunto do sindicato. A “recusa da Lufthansa em negociar”, aliás, é outra das razões com que o UFO justifica a greve.

A Lufthansa tentou também uma ação legal de última hora para impedir a realização da greve que o Tribunal de Trabalho de Frankfurt rejeitou na quarta-feira.

A última informação proveniente da administração da empresa é que esta se manifesta disponível para arbitragem de forma a resolver o conflito. A resposta do UFO foi que aceitaria conversações no próximo fim de semana mas que só posteriormente decidiria acerca de um processo formal de arbitragem.

Calcula-se que cada dia de greve custe à Lufthansa entre dez a vinte milhões de euros.

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