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Greve na Infraestruturas de Portugal interrompe ligações ferroviárias

A forte adesão à greve por aumentos salariais na empresa que gere as infraestruturas rodoviárias e ferroviárias está a suprimir centenas de comboios em todo o país.
Foto Paulete Matos.

Durante a madrugada, mais de cem comboios foram suprimidos devido à greve dos trabalhadores da  Infraestruturas de Portugal (IP), apesar dos serviços mínimos decretados. No caso da Fertagus, que faz as ligações a Lisboa através da ponte 25 de Abril, apenas um quarto das ligações estavam a ser realizadas, indica a agência Lusa.     

“Os trabalhadores da IP, que é a empresa gestora das infraestruturas rodoviárias e ferroviárias, não têm aumentos salariais desde 2009. Estão em 2018 com os mesmos salários de há nove anos, numa empresa que todos os anos apresenta milhões de lucros”, afirmou José Manuel Oliveira, da Fectrans, em declarações à RTP.

O sindicalista sublinhou a forte adesão a esta paralisação logo nas primeiras horas do dia, indicando que mesmo os serviços mínimos decretados não estão a ser cumpridos nalguns casos.  

As negociações com a tutela vão continuar a seguir a esta greve, adiantou o sindicalista, que defende a aplicação aos trabalhadores da IP, ligados à gestão de infraestruturas, controlo de circulação de tráfego rodoviário e ferroviário, manutenção de infraestruturas, de “um aumento intercalar dos salários, como se fez recentemente na CP. É o mesmo ministério que tutela as duas empresas, não se percebe que não tenha a mesma orientação para ambas”, prosseguiu José Manuel Oliveira.

Para já, a administração da IP “reconheceu que há condições para fazer uma atualização dos salários através do subsídio de refeição, mas fez uma proposta que daria um aumento mensal inferior a 2 euros”, lamentou.

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