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Greve na Caixa foi a maior de sempre, diz sindicato

Os trabalhadores da Caixa Geral de Depósitos estiveram em greve esta sexta-feira contra os cortes salariais e a privatização do banco público. Os balcões estiveram fechados em muitas regiões do país, diz o sindicato.
Foto kawanet/Flickr

Cerca de 500 trabalhadores estiveram concentrados junto ao edifício-sede da empresa, com o Sindicato dos Trabalhadores e das Empresas do Grupo Caixa (STEGC) a afirmar que esta foi "a maior greve de sempre" no grupo financeiro público. Os trabalhadores do grupo CGD protestam contra os cortes de 3,5% a 10% nos salários acima de 1500 euros e do subsídio de férias e de Natal, o aumento dos impostos e a suspensão das diuturnidades, anuidades, promoções e prémios, o congelamento do subsídio de almoço e a redução nas ajudas de custo.

Num total de 800 balcões espalhados pelo país, o sindicato assegura que pelo menos 200 estiveram totalmente encerrados e outros 200 a funcionar "à porta fechada". "A greve não se sente tanto em Lisboa, onde há muitos precários, contratados a prazo, mas no país profundo", afirmou João Lopes, dirigente do STEGC.

A greve afeta também a programação da Culturgest para a noite de sexta, com o cancelamento do concerto do baterista norte-americano Jim Black no Grande Auditório e dos três espetáculos de dança do projeto "Celebração" no Pequeno Auditório. Um destes espetáculos - o Cabaret Curto & Grosso - mudou de palco e atua a partir das 0h30 no Ritz Club, com entrada livre.

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