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Greve na Autoeuropa voltou a parar produção

Nenhum carro saiu da linha de montagem durante os períodos da greve de duas horas por turno esta quinta e sexta-feira na fábrica de Palmela.
Trabalhadores em greve concentrados junto à portaria da Autoeuropa. Foto SITE Sul

Segundo informação divulgada pelo SITE Sul e a Fiequimetal, a greve ao trabalho na Autoeuropa de duas horas por turno a 17 e 18 de novembro tem contado com forte adesão dos trabalhadores.

"No segundo turno a entrar em greve na VW Autoeuropa, às 23h40 de ontem [dia 17], e no terceiro, às 7h00 de hoje, os trabalhadores aderiram em força à luta pelo aumento extraordinário dos salários ainda este ano. A produção voltou a parar e, nos períodos de paralisação, não saiu nenhum carro da linha de montagem", informa o SITE Sul.

Segundo o sindicato, ficaram completamente paradas a montagem final, as prensas, a pintura e as carroçarias, ou seja, não existiu qualquer produção durante as paralisações de duas horas. Em ambos os turnos, muitos trabalhadores reuniram-se na portaria.

Esta sexta à tarde, o sindicato fará uma conferência de imprensa no último período de greve, onde "será possível traçar uma avaliação da luta e abordar as expectativas de reacção da administração, bem como as possíveis decisões a propor aos trabalhadores, consoante essa resposta patronal".

Em julho, a Autoeuropa reviu em alta as previsões de produção e anunciou que este seria o segundo melhor ano de sempre da fábrica de Palmela. Agora, com a inflação a galopar e face aos bons resultados da empresa, os trabalhadores querem ser compensados pela perda do poder de compra com atualizações salariais, mas a administração tem recusado as propostas apresentadas.

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