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Greve dos mestres da Soflusa a 100%

No primeiro de três dias de greve, o transporte fluvial entre Barreiro e Lisboa parou. Todos os mestres da Soflusa fizeram greve.
Cais de embarque da Soflusa no Terreiro do Paço. 2013
Cais de embarque da Soflusa no Terreiro do Paço. 2013. Foto de Nuno Morão. Flickr.

A greve dos mestres da Soflusa foi marcada porque estes exigem o cumprimento do acordo celebrado a 31 de maio, que passava pelo pagamento de um prémio de chefia de cerca de 60 euros. Os trabalhadores dizem que o acordo foi “suspenso” pela administração da empresa.

Com esta reivindicação à cabeça, a paralisação vai decorrer até à próxima quarta-feira. E, segundo o Sindicato dos Transportes Fluviais, Costeiros e da Marinha Mercante (STFCMM), no primeiro dia todos os 18 mestres que estão no ativo aderiram ao protesto. A empresa também confirmou esta adesão.

De acordo com o dirigente sindical Carlos Costa, isto vai fazer com que sejam “prejudicados 32.000 passageiros que utilizam diariamente” esta ligação. Mas isso não quer dizer que não haja qualquer ligação entre Lisboa e Barreiro, uma vez que os serviços mínimos decretados pelo Tribunal Arbitral incluem quatro carreiras nestes três dias: 00:30 e 05:05 no Barreiro e 01:00 e 05:30, no Terreiro do Paço. Nem quer dizer que não haja transportes neste percurso, uma vez que a Soflusa disponibilizou autocarros para fazer este percurso.

Para além desta greve, soma-se uma greve ao trabalho extraordinário que vai acontecer até 31 de dezembro. Ou seja, devido a esta greve adicional já no domingo ocorreram supressões de de oito carreiras e cancelamento de outras 16.

A situação pode avançar na próxima quinta-feira, dia em que haverá uma reunião entre a administração e o STFCMM.

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