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Greve dos corticeiros entra no seu terceiro dia

Os patrões propõem um aumento salarial de 50 cêntimos por dia mas os trabalhadores querem mais. Dizem que o setor corticeiro “cria ricos e produz pobres”.
Trabalhadores corticeiros em greve. Foto do FEVICCOM/Facebook.
Trabalhadores corticeiros em greve. Foto do FEVICCOM/Facebook.

A greve dos trabalhadores corticeiros iniciou-se na quarta-feira. No dia em que foi debatido o Estado da Nação na Assembleia da República, os trabalhadores debateram “o estado a que chegaram, num sector que cria ricos e produz pobres”, segundo a FEVICCOM, Federação dos Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidro, o sindicato da CGTP representativo do setor.

Foram três dias de greve rotativa que começou pela Amorim Cork Flooring, em S. Paio de Oleiros, Aveiro e pela Amorim Florestal de Salteiros e Ponte de Sôr, em Portalegre. Na quinta-feira foi a vez da luta continuar na Amorim & Irmãos e na AS Filhos, em Santa Maria de Lamas, Aveiro, e na Amorim Cork Insulation, em Vendas Novas, Évora, para além de duas Unidades da Amorim Florestal, em Monte da Barca e Coruche, Santarém. E nesta sexta-feira entraram em greve os operários da Granorte, de Rio Meão, da Amorim Champcork, de Santa Maria de Lamas, da Socori, em Argoncilhe, e da Amorim Cork Composites, em Mozelos. A greve abrangeu assim as treze principais empresas do setor e a FEVICCOM registou uma forte adesão de “centenas de operários corticeiros”.

Os trabalhadores queixam-se de que a proposta patronal de aumento salarial, de 50 cêntimos por dia, “corresponde a 50% do aumento do salário mínimo nacional”, o que seria “mais um exemplo da injustiça na distribuição da riqueza que reina no sector corticeiro”. À proposta patronal que totaliza 15 euros por mês, os trabalhadores contrapõem a proposta de um aumento de 35 euros.

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