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Greve de funcionários fecha escolas

O pessoal não docente fez greve e há mais de 400 escolas fechadas. O mesmo deve suceder na sexta-feira. Os trabalhadores não ficaram convencidos com os anúncios do governo e exigem a integração dos precários e a abertura de mais vagas. Notícia atualizada às 16 horas com os números da greve.
Foto de Mário Cruz/Agência Lusa

A Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FSTFPS) avançou com o número de mais de 400 escolas encerradas. A greve dos trabalhadores não docentes das escolas está a ter “maior incidência nas [escolas] que têm maiores necessidades durante o ano letivo”, esclarece Artur Sequeira.

Este dirigente da FSTFPS denuncia que a “solução” aprovada pelo governo “não vai ter impacto na vida das escolas”. As mais de mil vagas que foram anunciadas pelo Ministério da Educação” não vão resolver a falta de funcionários nas escolas “porque a este concurso vão concorrer os trabalhadores com vínculo precário, ou seja, estes podem ocupar as cerca de mil vagas prometidas pelo ministério da Educação”. O sindicato propõe outro caminho: vincular os 2.500 trabalhadores precários e abrir mais “no mínimo” 1.067 vagas.

Recorde-se que, de acordo com um inquérito realizado pela Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), um em cada dez funcionários escolares está atualmente de baixa médica e 83% dos diretores escolares considera que faltam funcionários nas escolas que dirige.

Notícia atualizada às 16 horas com os números da greve.

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