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Greve de cinco dias na Petrogal

Os trabalhadores da Petrogal começaram às zero horas desta segunda-feira, uma greve que vai realizar-se entre 11 e 16 de junho, durante cinco dias e meio. A paralisação é por melhores salários, contra o corte de direitos e pela negociação coletiva.
Às zero horas desta segunda-feira, 11 de junho de 2018, tem início a paralisação na Petrogal, que terá efeito até sábado, 16 de junho, às 14h – Foto de concentração de trabalhadores desta empresa em abril de 2017, de Miguel A. Lopes/Lusa (arquivo)
Às zero horas desta segunda-feira, 11 de junho de 2018, tem início a paralisação na Petrogal, que terá efeito até sábado, 16 de junho, às 14h – Foto de concentração de trabalhadores desta empresa em abril de 2017, de Miguel A. Lopes/Lusa (arquivo)

A paralisação, que começa às zero horas desta segunda-feira 11 de junho, nalgumas instalações da empresa, como a refinaria de Sines, e terminará às 14 horas de 16 de junho, na refinaria do Porto e noutras instalações é em defesa dos direitos laborais, das regalias sociais e da negociação coletiva.

Em declarações à TSF, neste domingo 10 de junho, o coordenador da FIEQUIMETAL, Rogério Silva, criticou o fosso salarial entre a administração da empresa e os seus trabalhadores, afirmou que estes não aceitam o nivelamento por baixo de alguns direitos e alertou que podem ocorrer transtornos no reabastecimento de combustíveis.

Segundo o pré-aviso de greve, os objetivos desta paralisação são:

  • Parar a ofensiva da Administração contra a contratação colectiva e os direitos sociais;
  • Melhorar os salários e a distribuição da riqueza produzida pelos trabalhadores;
  • Contra a eliminação de direitos específicos dos trabalhadores de turnos;
  • Contra a desregulação e o aumento dos horários, incluindo o famigerado “banco de horas”, que visa pôr os trabalhadores a trabalhar mais por menos salário;
  • Defender os regimes de reformas, de saúde e outros benefícios sociais, alcançados com muita luta, ao longo de muitos anos de trabalho e de riqueza produzida.

Em comunicado, a FIEQUIMETAL acusa a administração da Petrogal de não respeitar a negociação, criticando o ministro e o ministério do Trabalho por não retomarem a mediação e as negociações tripartidas, entre a administração da empresa, os sindicatos e o ministério.

A greve é convocada pelo sindicato da indústria e comércio petrolífero (SICOP) e pela federação intersindical das indústrias metalúrgicas, químicas, elétricas, farmacêutica, celulose, papel, gráfica, imprensa, energia e minas (FIEQUIMETAL) e, segundo o pré-aviso, será realizada da seguinte forma:

  1. Trabalhadores a laborar na Refinaria do Porto, Terminal de Leixões, Parque de Viana do Castelo, P. de Perafita, P. da Boa Nova e P. do Real: das 06H00 do dia 11 de Junho às 14H00 do dia 16 de Junho de 2018;
  2. Trabalhadores a laborar na Refinaria de Sines, Terminal de Sines e P. de Sines: das 00H00 do dia 11 de Junho às 24H00 do dia 15 de Junho de 2018;
  3. Trabalhadores a laborar nas instalações da Petrogal na Área de Lisboa: das 14H00 às 18H00 dos dias 11, 12, 13, 14 e 15 de Junho de 2018;
  4. É também declarada greve a todo e qualquer tipo de trabalho suplementar, nos períodos compreendidos até 12 horas antes do início de cada período de greve acima indicados e até 12 horas depois do término de cada um desses períodos.

Os trabalhadores da Petrogal fizeram várias greves em 2017: veja nomeadamente aqui, aqui e aqui.

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