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Greve climática estudantil regressa na sexta-feira

A 19 de março há centenas de ações marcadas em todo o mundo, incluindo uma marcha em Lisboa e ações noutras cidades. No passado fim de semana, o 6º Encontro pela Justiça Climática convocou para o fim de maio uma ação de desobediência junto ao aeroporto Humberto Delgado.
Imagem via Greve Climática Estudantil.

Esta sexta-feira, 19 de março, está convocada mais uma greve climática estudantil pelo movimento Fridays For Future. Em Portugal, a greve conta com ações online, mas também físicas, como uma marcha em Lisboa (partida da Praça José Fontana às 16h30 em direção ao Martim Moniz), Montijo (partida às 18h da Câmara Municipal até ao Parque da Cidade), Faro (Mercado Municipal às 16h30), Aveiro (Parque do Rossio e Parque da Fonte Nova às 17h) e Mafra (Palácio de Mafra às 17h).

“Queremos gritar de novo com toda a força que a nossa casa está a arder e que os ponteiros do relógio nunca pararam de girar: é tempo de lutar e de tomarmos ação urgente e imediata, recusando as promessas vazias”, dizem os organizadores do protesto, que escolheram o relógio como imagem de marca deste dia de greve por simbolizar “a urgência de resolver a crise climática a tempo”.

“Se continuarmos nesta trajetória de aumento das emissões de gases com efeito de estufa, no dia 19 de março de 2021 teremos 6 anos e 287 dias até que seja impossível não ultrapassar os 1.5ºC de aquecimento em relação a níveis pré-industriais. Não podemos aceitar nem mais uma promessa vazia, nem de governos, nem de instituições, nem de CEOs. Não podemos esperar nem mais um minuto”, refere o manifesto da iniciativa.

6º Encontro Nacional pela Justiça Climática convoca ação no aeroporto de Lisboa

Nos dias 13 e 14 de Março, dezenas de ativistas de várias organizações juntaram-se no 6º Encontro Nacional pela Justiça Climática em sessões públicas e reuniões de trabalho. No plenário final, foi lançada uma convocatória para uma acção de desobediência em massa no 29 de Maio, no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa.

Os ativistas criticam o governo por ter falhado sistematicamente na descarbonização da economia e na transição justa, particularmente no sector de aviação.

Sinan Eden, do Climáximo, explicou que “a nacionalização da TAP só fragilizou a vida dos trabalhadores destas empresas, roubando os seus direitos e os seus rendimentos. O governo devia agarrar esta oportunidade para estabelecer um plano de redução da aviação,  garantindo rendimento, emprego e formação profissional na economia verde para os trabalhadores e responsabilizando os acionistas nesta transição. Este plano podia incluir não só a TAP mas também o Groundforce e todos os trabalhadores dos aeroportos e companhias aéreas.”

Inês Teles, da campanha ATERRA, sublinha que “o governo empenhou um papel proativo na destruição climática quando se apressou para mudar a lei para conseguir avançar com o novo aeroporto no Montijo, com o apoio da direita parlamentar.”

“Estes exemplos, como muitos outros, mostram que a prioridade máxima do governo é salvar as empresas privadas e os accionistas das mesmas”, diz.

Os ativistas reivindicam uma transição justa no sector de aviação e exigem um forte investimento na ferrovia e nos transportes públicos. No dia 19 de Abril, dia de aniversário do Partido Socialista, estarão à frente da sede do partido, no Largo do Rato, onde vão organizar uma concentração com uma assembleia. Mas a maior ação está marcada para 29 de Maio, com mais informações a serem lançadas no site http://em-chamas.pt.

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