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Greta Thunberg e movimento de greves climáticas premiados pela Amnistia Internacional

A jovem ambientalista Greta Thunberg e o movimento estudantil Fridays for Future, que criou as greves climáticas, foram designados “Embaixadores de Consciência” da Amnistia Internacional (AI) em 2019.
Greta Thunberg – Foto de Janek Skarzynski.

“Estamos rendidos e somos inspirados pela determinação com que os jovens ativistas de todo o mundo estão a desafiar-nos para enfrentar as realidades da crise climática. Todos os jovens que participam nas Fridays for Future personificam o que significa agir em consciência. Lembram-nos que somos mais poderosos do que sabemos e que todos nós temos um papel a desempenhar na proteção dos direitos humanos contra a catástrofe climática”, afirma o secretário-geral da Amnistia Internacional, Kumi Naidoo, citado num comunicado da organização.

De acordo com a AI, “o galardão de Embaixador de Consciência foi criado em 2002 para celebrar pessoas e grupos que promoveram a causa dos direitos humanos, ao agir em consciência, a confrontar a injustiça e a usar as suas competências para inspirar os outros”.

“É uma grande honra receber o prémio de Embaixador de Consciência da Amnistia Internacional em nome do movimento Fridays for Future. O prémio não é meu, é de todos. É incrível ver o reconhecimento que estamos a receber”, assinalou Greta Thunberg

A luta de Greta Thunberg passou a ser global num abrir e fechar de olhos. No último dia 24 de maio, mais de um milhão de jovens de todo o mundo participaram na greve estudantil pelo clima, organizada em mais de 100 países, incluindo Portugal, Brasil, Índia, Nigéria, Paquistão, Reino Unido, Alemanha, Japão, Filipinas e Uganda.

“É uma grande honra receber o prémio de Embaixador de Consciência da Amnistia Internacional em nome do movimento Fridays for Future. O prémio não é meu, é de todos. É incrível ver o reconhecimento que estamos a receber e sabemos que estamos a lutar por algo com impacto”, nota Greta Thunberg.

A AI destaca no seu comunicado que “a emergência climática é uma questão urgente, já que agrava e amplia as desigualdades existentes”.

“Os seus efeitos vão continuar a crescer e a piorar com o tempo, criando uma ruína para as gerações atuais e futuras. Para a Amnistia Internacional, o fracasso dos governos em agir contra as alterações climáticas pode muito bem ser a maior violação intergeracional de direitos humanos da história”, frisa a organização.

A AI exorta ainda os Estados “a aumentar, substancialmente, a ação climática, de forma consistente com os direitos humanos”.

“Nas comunidades mais afetadas, as crianças e os jovens devem ser capazes de unir esforços para abordar e mitigar os impactos. Conhecimento e educação são a chave para uma maior participação nas decisões que os afetam diretamente, acrescenta.

Já no que respeita aos adultos, a AI deixa um apelo: “juntem-se ao movimento. No dia 20 de setembro, antes da Cimeira de Ação Climática nas Nações Unidas, em Nova Iorque, os jovens ativistas vão organizar uma greve mundial pelo clima. A Amnistia Internacional apoia a convocatória para que todos participem e juntem-se em solidariedade”.

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