Ao contrário do ditado, à terceira voltou a não ser de vez. O candidato a presidente, apoiado pelo Governo composto pelos conservadores da Nova Democracia e pelos social-democratas do PASOK, não recolheu os votos necessários para a sua eleição.
O ex-comissário europeu e diversas vezes ministro Stavros Dimas obteve o voto favorável de 168 dos 300 deputados, menos 12 do que os 180 necessários para ser eleito, e os mesmos que na segunda volta, realizada a 23 de dezembro. Na primeira ronda, decorrida no dia 17, Dimas obteve 160 votos. Nas duas primeiras rondas eram necessários 200 votos para eleger o Presidente.
PASOK e Nova Democracia, que juntos compõe a coligação governamental, dispõe apenas de uma maioria simples de 155 num parlamento composto por 300 deputados. A estes juntaram-se 13 deputados independentes, tendo a restante oposição - composta por SYRIZA, Esquerda Democrática, Partido Comunista e Aurora Dourada - votado contra.
A Constituição da Grécia estipula que a não eleição do presidente ao fim de três rondas implica a dissolução do parlamento nos próximos 10 dias e a convocação de eleições legislativas antecipadas, que deverão ocorrer a 25 de janeiro.
Sondagens publicadas na passada semana, um dia depois da segunda votação presidencial no parlamento grego, davam vantagem ao partido de Alexis Tsipras, sempre com margens superiores a 3%. O estudo de opinião realizado pelo Instituto Kapa para o diário To Vima atribuia 27,2 por centro ao Syriza e 24,7 à Nova Democracia e a sondagem realizada pelo Instituto Alko para o jornal Proto Thema 28,3 por cento contra 25.