Grécia: Samaras explora atentado ao “Charlie Hebdo” contra o Syriza

08 de janeiro 2015 - 13:03

O atual primeiro-ministro grego Antonis Samaras usou o atentado ao “Charlie Hebdo”, no próprio dia em que ele se verificou, para atacar o Syriza, acusando-o de “encorajar” a imigração ilegal.

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Samaras declarou: “Hoje em Paris, houve um massacre com pelo menos doze mortos. E aqui alguns encorajam mais a imigração ilegal e prometem a naturalização”.

Numa posição própria da extrema-direita, Samaras declarou: “Hoje em Paris, houve um massacre com pelo menos doze mortos. E aqui alguns encorajam mais a imigração ilegal e prometem a naturalização”.

Segundo o politis.fr, Samaras fez esta declaração num comício em Chalkida e afirmou ainda:

“O Syriza está noutro planeta, quer dar a nacionalidade massivamente, o acesso a cuidados de saúde e apoio social a todos os imigrantes ilegais”.

Samaras tinha manifestado após o ataque contra o “Charlie Hebdo” “a profunda tristeza e indignação do povo grego”. O politis.fr comenta “uma nota rapidamente esquecida” e considera a posição do atual primeiro-ministro grego “uma indecente exploração.

Esta semana o Bloco de Esquerda promove duas sessões públicas sobre a situação na Grécia e de solidariedade ao Syriza: Sexta-feira às 21h30 no Porto (Hard Club, sala 2) com o jornalista grego Argiris Panagopoulos, do diário do Syriza, com Catarina Martins, Ana Luísa Amaral, José Soeiro e José Manuel Pureza. Em Lisboa, no sábado às 17h (auditório do Liceu Camões), também com Argiris Panagopoulos e Catarina Martins e ainda com Alfredo Barroso e José Neves.