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Grécia: polícias absolvidos por agressões na Praça Syntagma em 2011

Processo judicial foi apresentado por mais de uma centena de ativistas e dirigentes sindicais. Mais de 500 pessoas ficaram feridas nas manifestações da greve geral de junho de 2011.
Grécia: polícias absolvidos por agressões na Praça Syntagma em 2011
Foto de George Laoutaris/Flickr.

Foram absolvidos os 18 polícias que foram levados a tribunal pelo uso excessivo de violência e recurso a gás lacrimogéneo na greve geral e manifestações anti austeritárias que tiveram lugar a 28 e 29 de junho de 2011, na Grécia.

O processo foi apresentado por mais de uma centena de representantes sindicais e cidadãos, entre eles Alexis Tsipras, à época líder do Syriza e membro da oposição ao governo grego de 2011.

A greve geral de 48 horas foi convocada em reação à votação parlamentar de mais um pacote de medidas de austeridade. À época, a praça Syntagma estava ocupada por manifestantes e o país era palco de manifestações diárias.

As acusações contra os 18 polícias eram referentes a ofensas corporais graves – mais de 500 pessoas ficaram feridas nesses dois dias de manifestações. A polícia perseguiu os manifestantes e disparou gás lacrimogéneo, incluindo dentro da estação de metro Syntagma, dando origem a uma atmosfera perigosa e pondo em risco as centenas de pessoas que ali se encontravam. Além de manifestantes, a polícia agrediu também cidadãos que frequentavam os locais turísticos da zona, sem participar nas manifestações.

Foram lançadas trezentas bombas de gás lacrimogéneo numa área com dimensão equivalente a dois campos de futebol. Entre as pessoas afetadas pela carga policial, alguns perderam a audição e ficaram com danos permanentes nos membros superiores.

Sete anos depois e após 14 sessões em tribunal, os 18 polícias foram absolvidos de todas as acusações.

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