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Grande manifestação das polícias contra cortes salariais

Manifestação das polícias, nas escadarias da AR 6 de março de 2014 - Foto de José Sena Goulão/Lusa

O maior protesto de sempre dos profissionais dos serviços e forças de segurança juntou mais de 15 mil pessoas, que se manifestaram contra os cortes salariais e a política do governo. O protesto revelou grande revolta dos manifestantes, que derrubaram as grades metálicas e tentaram subir as escadarias da AR.

 

A manifestação decorreu entre o Marquês de Pombal e a AR em Lisboa.

Junto à AR, os manifestantes gritaram "invasão, polícias unidos jamais serão vencidos, está na hora de o Governo ir embora e nós só queremos o que é nosso por direito".

Os manifestantes procuraram subir as escadarias, depois de derrubarem as grades metálicas. A barreira policial ainda teve de recuar alguns degraus, mas foi reforçada e conseguiu evitar a subida das escadarias. Verificaram-se alguns confrontos entre os polícias manifestantes e os que estavam na barreira, tendo ficado feridas algumas pessoas. Segundo o porta-voz do comando da PSP, foram assistidas pelo INEM dez pessoas, quatro manifestantes e dez do corpo de intervenção.

Segundo a Lusa, os manifestantes transportaram cartazes onde se podia ler frases como: “Protegemos o povo e o país dos criminosos e não o contrário”, “Por uma assistência na doença digna” e “a segurança pública exige profissionais motivados”.

A manifestação foi promovida pela Comissão Coordenadora Permanente (CCP) dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança, estrutura que congrega os sindicatos mais representativos da GNR, PSP, ASAE, SEF, Guarda Prisional e Polícia Marítima.

Uma delegação de seis elementos da CCP foi recebida pela presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves. No final dessa reunião, o secretário nacional da CCP, Paulo Rodrigues, disse esperar uma atuação rápida do poder político para resolver os problemas dos profissionais das forças de segurança.

Segundo a Lusa, Paulo Rodrigues disse que espera que a manifestação tenha tido impacto e que o governo não a desvalorize. Paulo Rodrigues frisou ainda: “Esperamos neste momento uma atuação de quem tem poder de decisão para mudar a realidade das forças de segurança”.

Pelas 20.40, a CCP deu como terminado o protesto.

Notícia atualizada às 23 horas de 6 de março de 2014.

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