Está aqui

“Grande compromisso do país tem de ser com as pensões mais baixas”

Bloco de Esquerda defende o aumento das pensões mais baixas e o fim da inclusão dos rendimentos dos filhos na atribuição do complemento solidário para idosos.
“Grande compromisso do país tem de ser com as pensões mais baixas”
“Podemos perfeitamente pedir um pouco mais de contributo a quem tem fortunas para fazer justiça a quem trabalhou toda uma vida e ter pensões dignas no nosso país”, defendeu Catarina. Foto de Paula Nunes.

A defesa do aumento das pensões mais baixas e a garantia de que quem vive em situação de pobreza e necessita de aceder ao complemento solidário para idosos poderá fazê-lo sem que os rendimentos dos filhos contem para o acesso, foram os temas que o Bloco de Esquerda levou na sua visita ao Mercado do Fundão. 

Em visita ao Fundão, numa das zonas mais envelhecidas do país, Catarina Martins assinalou a importância que as pensões têm nestas eleições recordando como em governos de maioria absoluta houve sempre congelamento ou cortes de pensões. 

“Durante muitos anos disseram-nos que em Portugal o único caminho era cortar nas pensões. Em 2015, PSD e CDS prometiam cortar as pensões em 650 milhões ao ano, o PS queria congelá-las e com isso também cortá-las em 250 milhões de euros ao ano”, lembrou a coordenadora do Bloco de Esquerda. 

Embora Bloco tenha demonstrado nos últimos quatro anos “que é possível fazer diferente” com o descongelamento e aumentos extraordinários das pensões mais baixas, isso “não chega”, diz a coordenadora bloquista.  “Quem descontou trinta anos, quarenta anos e tem pensões ainda abaixo de trezentos euros, como é que chega ao fim do mês?” 

“O grande compromisso deste país tem de ser subir as pensões mais baixas e tem de ser também permitir que aquelas pessoas que vivem em situação de pobreza e que precisam do complemento solidário para idosos” possam aceder ao mesmo sem que o rendimento dos filhos entre na equação, defende o Bloco de Esquerda. 

“Porque contar o rendimento dos filhos no rendimento das pessoas de mais idade para lhes dar esse complemento é de facto negar-lhes o apoio de que precisam e prejudicar toda a família”. 

Para garantir que as pensões mínimas contributivas chegam ao salário mínimo nacional, é possível “pedir um pouco mais” a quem tem grandes fortunas. Catarina Martins refere que o aumento das pensões mais baixas este ano custará 134 milhões de euros. Porém, lembra igualmente que o adicional sobre o imposto imobiliário de luxo, conhecido como o “imposto Mortágua”, irá arrecadar este ano 180 milhões de euros. 

“Podemos perfeitamente pedir um pouco mais de contributo a quem tem fortunas para fazer justiça a quem trabalhou toda uma vida e ter pensões dignas no nosso país”, defendeu Catarina.

Dando como exemplo de outros tipos de pensões os cuidadores informais, que não têm carreira contributiva por ficarem em casa a cuidar de familiares, Catarina Martins defendeu também a importância de garantir que os anos que estas pessoas passaram a cuidar de outros sejam reconhecidos “como sendo carreira contributiva”.

Termos relacionados Legislativas 2019, Política
(...)