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Governo volta a adiar integração de precários nos laboratórios do Estado

As dezenas de investigadores do IPMA e outros laboratórios do Estado com luz verde do PREVPAP vão continuar a longa espera pela integração dos quadros. Governo criou nova comissão para decidir em que carreiras devem ser integrados.
Precários do IPMA reuniram com Catarina Martins e José Soeiro esta semana. Foto de Paula Nunes.

O governo emitiu um despacho a 22 de agosto a anunciar a criação de uma comissão para decidir onde integrar as dezenas de investigadores que já passaram por todas as fases do Programa de Regularização Extraordinária de Vínculos Precários da Administração Pública (PREVPAP). A denúncia partiu do núcleo de precários do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e foi divulgada na edição desta quinta-feira do jornal Público.

Em causa estão investigadores do IPMA, do Laboratório Nacional de Engenharia Civil, do Laboratório Nacional de Geologia, do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária e do Instituto Ricardo Jorge. Todos esperam há largos meses pela integração nos quadros das respetivas instituições, mas este novo atraso pode adiar até ao fim do ano a integração que parecia iminente.

Segundo disse ao Público fonte do Ministério das Finanças, a comissão irá determinar caso a caso se a integração deve ser feita na carreira técnica superior ou de investigação científica, como defendem os precários do IPMA, afirmando que esse é também o entendimento do presidente do instituto.

Esta semana, Catarina Martins esteve com os precários do IPMA e não poupou críticas aos atrasos no processo de integração. "Estão a criar expedientes todos os dias para atrasar a vinculação e o salário normal da carreira de investigador, a pessoas que trabalham no IPMA, algumas delas há décadas, e de que o país depende todos os dias", afirmou a coordenadora bloquista.

"Acabar a legislatura sem cumprir a regularização extraordinária de precários, que foi aprovada e votada no parlamento", é uma "quebra de compromisso não com o Bloco, mas com o país”, prosseguiu Catarina, concluindo que  "ter agora processos dilatórios não é condizente com cumprir os compromissos".

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