Esta quinta-feira foi dia de greve para os trabalhadores da Segurança Social, em protesto contra o anunciado despedimento de cerca de 700 pessoas. "A greve está a exceder as nossas expectativas, pois não estávamos à espera desta adesão massiva, quando existe uma situação de grande medo e dificuldade nos serviços", afirmou aos jornalistas Nobre dos Santos, o secretário-geral da Fesap. Por seu lado, Jorge Abraão, do Sintap, calculou a adesão à greve em níveis entre os 75% e os 80%.
"Com este despedimento fica comprometido o apoio à infância e às pessoas com deficiência", denunciou Catarina Martins, acusando o Governo de querer "transformar a pobreza num negócio, através da privatização do acompanhamento que a Segurança Social faz nestas áreas".
Para a porta-voz do Bloco de Esquerda, a intenção por detrás do anúncio da requalificação de 697 trabalhadores da Segurança Social é que "o Governo quer fazer um despedimento coletivo, recorrendo a duas mentiras: primeiro, não se trata de requalificação, mas de despeidimento; e em segundo lugar, as pessoas têm funções atribuídas", ao contrário do que sugere o ministro do CDS resposável pela pasta da Segurança Social.
"Com este despedimento fica comprometido o apoio à infância e às pessoas com deficiência", denunciou Catarina Martins, acusando o Governo de querer "transformar a pobreza num negócio, através da privatização do acompanhamento que a Segurança Social faz nestas áreas".
Catarina Martins deixou uma palavra de apoio a estas trabalhadoras, que "são verdadeiras heroínas, apesar da falta de recursos com que se debatem no seu dia a dia de trabalho".