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Governo quer excluir sindicalistas do Conselho de Supervisão da ADSE

O executivo apresentou uma proposta que exclui a possibilidade de dirigentes sindicais se candidatarem ao Conselho Geral e de Supervisão da ADSE. A Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública diz que não se podem retirar direitos devido à atividade sindical dos trabalhadores.
ADSE. Foto da CGTP.
ADSE. Foto da CGTP.

A Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública “repudia” a proposta do governo de alteração ao regulamento eleitoral do Conselho de Supervisão da ADSE, IP. que “afasta dirigentes de estruturas sindicais da possibilidade de candidatura”.

Para os sindicalistas trata-se de uma cedência “a interesses” que retirando direitos “em função da atividade sindical dos trabalhadores”.

A Frente Comum apresentou sobre este assunto dois pedidos urgentes de reunião com a tutela mas diz que o executivo não lhes respondeu, tendo colocado a medida em apreciação pública “sem qualquer processo negocial e sem qualquer aviso”.

A estrutura sindical avisa que “não abdica” do direito à negociação e exige assim o início de um processo negocial. Para os sindicalistas, “a ADSE é um direito dos trabalhadores da Administração Pública e por eles financiada, pelo que é totalmente inaceitável qualquer tentativa de afastamento da sua participação”. A possibilidade de cada lista apresentar candidatos é uma questão de “liberdade e democracia”.

Recorda-se ainda que o governo “decidiu não comparticipar no financiamento da ADSE, relegando toda a despesa para os trabalhadores e aposentados”.

Esta medida “autoritária e incompreensível” beneficiará, dizem, “associações com ligações partidárias amplamente conhecidas, que os beneficiários não elegeram como seus representantes para o CGS, tentando atropelar os direitos de quem financia a ADSE e sobre ela pode e deve decidir”.

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