A coordenadora do Bloco de Esquerda exigiu esta quarta-feira que o primeiro-ministro António Costa cumpra a promessa de aprovação da lei das reformas para quem trabalhou desde criança e tem mais de 40 anos de descontos para a segurança social. António Costa afirmou por duas vezes no parlamento, a mais recente no debate sobre o estado da nação, que o Conselho de Ministros iria aprovar essa lei até ao final de julho.
“Estamos a chegar ao final de julho é essencial que o Governo respeite a expetativa das pessoas”, prosseguiu Catarina Martins, exigindo uma “política mais clara” para que se concretize a “esperança num pais mais justo”.
“Há uma geração que começou a trabalhar com 10, 11, 12, 13, 14 anos e que tem 60 anos hoje. E não deixam essas pessoas reformar-se ou só as deixam reformar-se com tamanhos cortes na pensão, que a pensão não é possível para a sua sobrevivência”, lembrou Catarina, defendendo que o governo tem de garantir que “as reformas por inteiro a quem começou a trabalhar criança sejam uma realidade rapidamente”.
Para a coordenadora do Bloco, o adiamento do governo em responder a estas pessoas cria uma tripla injustiça: “Injustiça a quem começou a trabalhar criança, a quem deve ser feita a justiça hoje; é a injustiça quando a geração mais jovem quer ter acesso ao trabalho e ao emprego, e deve ter acesso; e é uma injustiça a todo o pais e à sua capacidade produtiva, porque estamos a obrigar a trabalhar anos demais quem devia ter direito ao descanso.”
O alerta de Catarina Martins foi feito no jantar-comício de apresentação das candidaturas do Bloco de Esquerda à autarquia de Loulé. A lista à Câmara Municipal é encabeçada pelo professor Joaquim Sarmento Joaquim Sarmento Guerreiro e o atual deputado municipal Carlos Martins é o primeiro candidato à Assembleia Municipal.