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Governo espanhol quer aprovar imposto sobre grandes fortunas

Depois de ter aplicado impostos sobre os lucros estraordinários das grandes empresas da energia ou do setor bancário, o governo espanhol prepara-se para avançar com uma proposta para a tributação das grandes fortunas. Famílias mais ricas serão chamadas a contribuir mais.
María Jesús Montero, ministra das Finanças espanhola. Foto: La Moncloa - Gobierno de España/Flickr
María Jesús Montero, ministra das Finanças espanhola. Foto: La Moncloa - Gobierno de España/Flickr

O governo espanhol planeia avançar com um novo imposto sobre as grandes fortunas a partir do próximo ano. O novo imposto, avançado pelo Expresso, juntar-se-ia aos que o governo já aprovou sobre os lucros extraordinários do setor da energia e da banca, que têm beneficiado com a subida dos preços.

A ideia é a de que quem tem mais contribua de forma mais significativa para o orçamento do Estado. A ministra das Finanças, María Jesús Montero, disse que “o Governo está a trabalhar, precisamente nestes momentos de dificuldade, para solicitar um esforço daqueles que consideramos estar em melhores condições para o fazer”.

Em causa estará a criação de um imposto extraordinário e temporário, embora não se conheçam ainda detalhes sobre o valor da taxa, a forma de calcular a matéria tributável ou o período de tempo em que deverá estar em vigor. A ministra das Finanças disse apenas que “como trouxemos os impostos sobre a energia e a banca, continuamos a explorar essa capacidade de maior contribuição [das] grandes fortunas”.

Portugal não tem imposto sobre as fortunas

Portugal é um dos países mais desiguais da União Europeia, tanto na distribuição do rendimento como na da riqueza. Os 5% do topo detêm 42% da riqueza existente no país, revelando desigualdades vincadas no que diz respeito ao património acumulado.

Apesar disso, não existe um imposto sobre as grandes fortunas no país. O Bloco defende, no seu programa eleitoral, a criação de um imposto de solidariedade sobre as grandes fortunas, que incide sobre o património global dos sujeitos passivos cuja fortuna seja superior a 2 000 salários mínimos nacionais e que aplique diferentes taxas em função do valor do património detido.

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