Governo de Passos e Portas fez 100 nomeações para o Estado à última da hora

26 de outubro 2015 - 16:18

Passos Coelho alterou Estatuto do Pessoal Dirigente para acabar com nomeações após convocação de eleições. Ministério da Defesa, liderado por Aguiar Branco, lidera estas contratações, tendo preenchido 36 vagas.

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O governo de Pedro Passos Coelho e Paulo Portas nomeou cerca de uma centena de dirigentes intermédios da Função Pública antes das eleições legislativas. No entanto, estas contratações só foram publicadas depois, entre 5 e 23 de outubro.

O Jornal de Notícias, que avançou com a notícia na sua edição de domingo, recorda que o líder laranja, alterou o Estatuto do Pessoal Dirigente com a suposta intenção de acabar com as nomeações para cargos de topo no Estado após convocação de eleições.

Porém, esta alteração não se refere especificamente a cargos intermédios, cujas nomeações, assim, não são obrigadas a passar pela Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública (CreSAP).

Segundo o JN, as nomeações foram para cargos de diretor de serviço, chefe de divisão ou de unidade, secretário-geral, realizadas em regime de substituição ou comissão de serviço, normalmente por um período de três anos

O ministério da Defesa, liderado por Aguiar Branco, lidera estas contratações, tendo preenchido 36 vagas.