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Governo de Itália proíbe entrada de barco com 629 imigrantes

Matteo Salvini, líder da Liga Norte de extrema-direita e atual ministro do Interior de Itália, determinou a recusa da entrada do barco Aquarius, da ONG SOS Mediterranée, nos portos italianos. Simultaneamente, exigiu que o barco vá para Malta.
Barco Aquarius, 10 de junho de 2018 – foto da página do twitter de MSF_Sea
Barco Aquarius, 10 de junho de 2018 – foto da página do twitter de MSF_Sea

Matteo Salvini, que também é vice-presidente do governo de Itália, também exigiu a Malta que deixe entrar o Aquarius, divulgando na comunicação social que enviou ao governo deste país uma carta onde diz que o barco está a 43 milhas daquela ilha.

O Aquarius transporta 629 imigrantes provenientes de seis diferentes operações de salvamento, entre as quais 123 menores não acompanhados, 11 crianças e 7 grávidas. O barco dirige-se para norte, procurando um porto seguro.

As declarações do líder da extrema-direita italiana vêm no seguimento de um resgate de 232 imigrantes pela ONG alemã Sea Watch que chegaram ao porto de Reggio Calabria, em Itália, depois de o governo de Malta não ter permitido o desembarque. Salvini afirmou então que não voltaria a acontecer: “Uma ONG com bandeira holandesa ou alemã passa diante de Malta saudando e chega a Itália” para desembarcar imigrantes.

O Governo de Malta terá respondido que “o resgate ocorreu na área de busca e resgate da Líbia e foi coordenado pelo centro de coordenação de resgate de Roma” e que “Malta não é a autoridade coordenadora e não tem competência neste caso”.

Assim que chegou ao governo de Itália, o líder do partido de extrema-direita Liga Norte destacou-se de imediato pelo racismo e ataque aos imigrantes, declarando que “acabou a festa para os imigrantes clandestinos” e atacando violentamente o jogador Mario Balotelli.

 

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