Matteo Salvini, que também é vice-presidente do governo de Itália, também exigiu a Malta que deixe entrar o Aquarius, divulgando na comunicação social que enviou ao governo deste país uma carta onde diz que o barco está a 43 milhas daquela ilha.
O Aquarius transporta 629 imigrantes provenientes de seis diferentes operações de salvamento, entre as quais 123 menores não acompanhados, 11 crianças e 7 grávidas. O barco dirige-se para norte, procurando um porto seguro.
As declarações do líder da extrema-direita italiana vêm no seguimento de um resgate de 232 imigrantes pela ONG alemã Sea Watch que chegaram ao porto de Reggio Calabria, em Itália, depois de o governo de Malta não ter permitido o desembarque. Salvini afirmou então que não voltaria a acontecer: “Uma ONG com bandeira holandesa ou alemã passa diante de Malta saudando e chega a Itália” para desembarcar imigrantes.
O Governo de Malta terá respondido que “o resgate ocorreu na área de busca e resgate da Líbia e foi coordenado pelo centro de coordenação de resgate de Roma” e que “Malta não é a autoridade coordenadora e não tem competência neste caso”.
Assim que chegou ao governo de Itália, o líder do partido de extrema-direita Liga Norte destacou-se de imediato pelo racismo e ataque aos imigrantes, declarando que “acabou a festa para os imigrantes clandestinos” e atacando violentamente o jogador Mario Balotelli.
The rescue of 2 rubber boats turned critical when one boat broke apart in the darkness, leaving over 40 people in the water. After rescuing 229 people from these boats, the #Aquarius then took 400 more people, rescued earlier by Italian navy, Italian coastguard & merchant vessels pic.twitter.com/b289C3aOly
— MSF Sea (@MSF_Sea) June 10, 2018