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Governo da 'troika' causa catástrofe que nenhuma guerra provocou

Francisco Louçã acusa o governo de estar a provocar a falência do país, “cidade por cidade, aldeia por aldeia, empresa por empresa”, e de aplicar a ideia fanática de “destroçar a sociedade para que não existam direitos das pessoas”.
Louçã: o que entusiasma o ministro das Finanças e o primeiro-ministro é que os trabalhadores vivam escravizados com o mais baixo ordenado possível. Foto de Paulete Matos.

Francisco Louçã, coordenador do Bloco de Esquerda, afirmou no sábado que o crescimento da taxa de desemprego "é uma catástrofe que nenhuma guerra provocou em Portugal" e que o país "está a entrar em falência, cidade por cidade, aldeia por aldeia, empresa por empresa".

Num jantar-comício comemorativo do 13.º aniversário da fundação do Bloco, Louçã responsabilizou o governo e a 'troika' por essa catástrofe, sublinhando que a prioridade de ambos é facilitar os despedimentos, uma obsessão que está a levar o país à falência.

"Esta ideia fanática de que a sociedade tem que ser destroçada por dentro para que não existam direitos das pessoas", que os trabalhadores vivam "escravizados com o mais baixo ordenado possível, (...) é isto que entusiasma o ministro das Finanças e o primeiro-ministro", disse.

Para o Bloco, a única alternativa é uma política socialista. É preciso "recuperar para todos o que eles querem privatizar, (...) dar prioridade ao que importa: à Saúde, à Educação, à Segurança Social, recuperar salários, (...) poder de compra, conseguir investimento", enumerou Louçã, que criticou a criação da Comissão Interministerial de Criação de Emprego e Formação Jovem, que irá ser liderada pelo ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas.

"O governo tem uma solução: uma comissãozinha, liderada aliás, por um ministro que é o recordista das comissões em Portugal, que é Miguel Relvas, e que é o primeiro-ministro sombra dentro do governo", ironizou.

"Já imaginamos o que vai ser esta comissão: dois 'boys' do PSD e dois 'boys' do CDS. Quatro pessoas lá terão o emprego garantido, ou talvez algumas mais, se lhes der para a generosidade", acrescentou Francisco Louçã, sustentando que a comissão não vai "resolver o problema (...) porque a lei que o governo tem é de facilitar os despedimentos".

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