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Governo corta 462 mil euros no orçamento da Lusa

Trabalhadores da Lusa alertam que decisão governamental “levará a uma brutal perda da qualidade do serviço da agência e a despedimentos de trabalhadores jornalistas”. O Bloco já alertara que cortes destes porão em causa a “qualidade de serviço” da Lusa.
Trabalhadores da Lusa alertam que decisão governamental “levará a uma brutal perda da qualidade do serviço da agência e a despedimentos de trabalhadores jornalistas”
Trabalhadores da Lusa alertam que decisão governamental “levará a uma brutal perda da qualidade do serviço da agência e a despedimentos de trabalhadores jornalistas”

“Os órgãos representativos dos trabalhadores (ORT) da Lusa consideram inaceitável a decisão de hoje [sexta-feira] do Governo de cortar o orçamento da Lusa para 2019, que levará a uma brutal perda da qualidade do serviço da agência e a despedimentos de trabalhadores jornalistas”, declaram em comunicado conjunto.

Em causa está o corte de 462 mil euros na rubrica dos Fornecimentos e Serviços Externos (FSE), a qual “paga muita da actividade diária jornalística da agência, incluindo salários de correspondentes e avençados, nacionais e internacionais, que agora poderão ver-se no desemprego”, salientam os ORT.

Os trabalhadores lembram que “vinham desde há semanas denunciando a vontade do Governo em fazer um corte e alertando para o impacto” e, no referido comunicado, afirmam ser “inaceitável os constrangimentos financeiros que o Governo impõe à Lusa desde há anos, com cortes sucessivos e o não cumprimento integral do contrato-programa, desde logo por não transferir anualmente a compensação prevista pelo valor de inflação”.

Os trabalhadores referem que os grupos parlamentares “manifestaram concordância com as preocupações dos trabalhadores da Lusa”, apelam à administração “a não aceitar o corte” e anunciam que vão pedir reuniões ao primeiro-ministro e ao Presidente da República, “não excluindo outras acções de luta decididas pelos trabalhadores”.

O presidente do Conselho de Administração da Lusa, Nicolau Santos, anunciou que os limites impostos pelo governo nos FSE fazem com que o plano de atividades da agência só possa ser cumprido com uma “redução brutal” de correspondentes.

“Há aqui um corte de 462 mil euros”, afirma Nicolau Santos, explicando que isso obrigaria a uma redução de 100 mil euros por mês em FSE, o que “não é possível de cumprir”.

O Bloco de Esquerda já tinha questionado o governo sobre a intenção de fazer cortes orçamentais na agência Lusa, apontando que os cortes “seguramente irão pôr em causa a qualidade de serviço praticada pela Lusa”.

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