“Estas novas reformas podem produzir resultados, eles - os gregos - não têm alternativa”, afirmou o ministro das Finanças de Angela Merkel, através de uma nota de imprensa distribuída esta segunda-feira à comunicação social, sublinhando ainda, em tom de chantagem, que “as novas eleições não alteram nada sobre os acordos com o Governo grego”, referindo-se ao programa de intervenção da troika.
Já antes da comunicação escrita de Wolfgang Schaeuble, o Fundo Monetário Internacional tinha dado uma conferência de imprensa em Washington, onde anunciara a suspensão da transferência do previsto pagamento financeiro.
Fracassada a terceira votação presidencial no parlamento grego, o país enfrentará eleições legislativas antecipadas a 25 de janeiro, para as quais o Syriza, que se opõe às políticas de austeridade de Bruxelas e Berlim, parte em vantagem em relação à Nova Democracia, o partido conservador do ainda primeiro-ministro Antonis Samaras.