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Governo abandona projeto da barragem do Fridão

O ministro do Ambiente disse esta terça-feira aos deputados que a EDP desinteressou-se do projeto por entender que a declaração do impacto ambiental é exigente e obriga a custos avultados.
Amarante ameaçada - Cartaz do Bloco de Esquerda/2010

Segundo avança o Jornal de Notícias, esta terça-feira o ministro do Ambiente confirmou que o projeto de construção da barragem do Fridão, perto de Amarante, não sairá do papel. A construção da barragem estava prevista no Plano Nacional de Barragens de 2009 e desde então foi fortemente contestada por ambientalistas e associações locais, que alertavam para o impacto e as ameaças que a barragem trazia para a população da região.

De acordo com as palavras do ministro, terão sido as exigências da declaração de impacto ambiental que fizeram recuar a EDP, por considerar que os investimentos necessários seriam demasiado avultados, acabando por sair mais barato produzir a mesma energia a partir de fonte solar ou eólica.

Na véspera deste anúncio, a associação ambientalista GEOTA entregou no Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa uma Ação Popular com 365 subscrições e 38 declarações de pessoas que veriam as suas vidas afetadas caso avançasse o projeto.

“As razões apresentadas são de natureza ambiental, mas também perdas socioeconómicas, culturais, turísticas e de lazer, bem como a ameaça de viverem sob o risco de chegada de uma onda gigante, que atingiria o centro de Amarante em 13 minutos, decorrente de um potencial colapso”, afirma a GEOTA em comunicado.

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