Em declarações à Lusa, Jorge Gouveia Monteiro defendeu que a Câmara não pode ser “uma cidadela muralhada”, propondo uma autarquia “ao serviço das pessoas”, que aposte na educação e na cultura e que garanta uma maior ligação à universidade.
Jorge Gouveia Monteiro, de 61 anos de idade, foi vereador pela CDU de 1998 a 2009, administrador do Serviços de Ação Social da Universidade de Coimbra e atualmente é presidente da associação Gatos Urbanos.
Graça Simões tem 56 anos, é doutorada em Ciências da Educação, na área da Administração e Políticas Educativas, e Professora de História no Agrupamento de Escolas Alice Gouveia. Tem experiência no domínio da Gestão Escolar e na Formação de Professores.
A candidatura deste movimento de cidadãos e cidadãs tem como mandatária a eurodeputada do Bloco de Esquerda, Marisa Matias.
Na semana passada, o movimento Cidadãos Por Coimbra promoveu um jantar que reuniu 250 pessoas e decorreu nas instalações do colégio de São Bernardo, na Rua da Sofia, com o objetivo de “dar a conhecer um património em que convivem a riqueza e o abandono”.
Segundo explicou Gouveia Monteiro, ao Diário das Beiras, a escolha pela realização do jantar naquele local “foi uma forma de também chamar a atenção para este e outros espaços que existem em Coimbra”, sublinhando que “este património da Humanidade não se contenta com classificação, é preciso passar à prática”.
Neste sentido, lembrou a proposta de fazer regressar, à baixa de Coimbra, a Casa da Cultura, alegando que “temos de pôr este património visitável e útil; isto é um sintoma de falta de autoestima”.
O candidato do movimento Cidadãos por Coimbra defendeu ainda que aquele e outros espaços devem ser recuperados, “para que se tornem núcleos museológicos e também espaços vivos”, e que o Conservatório de Música de Coimbra deveria ser instalado “em plena baixa da cidade”.
O movimento Cidadãos por Coimbra existe desde março de 2013 “para resgatar a cidadania” e, desde então, tem-se afirmado como “um movimento político de portas abertas, uma incubadora da cidadania, crítico e autocrítico, republicano e laico, propositivo e reativo”.
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