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Garraiada em Évora: estudantes impugnam assembleia que recusou referendo

A forma como foi incluída e votada a proposta de referendar a realização da garraiada na Queima das Fitas, na assembleia magna de 3 de abril, está a ser contestada na Universidade de Évora.
Imagem da garraiada da Quema das Fitas de Évora em 2012.

No passado dia 3 de abril, a assembleia magna dos estudantes da Universidade de Évora deu polémica, ao ser incluída a meio da reunião a proposta para se votar a realização de um referendo à garraiada académica. Na primeira votação, o referendo foi aprovado, mas a votação foi repetida algum tempo depois, com o resultado contrário.

"Algumas pessoas saíram e na segunda votação o plenário já não foi contado", afirmou João Caia à agência Lusa, lamentando que a mesa da assembleia tenha decidido "apresentar as suas intenções de voto" na segunda votação quando "não o tinha feito antes". O estudante avançou entretanto com um pedido de impugnação da assembleia.

A oposição estudantil aos espetáculos que envolvam sofrimento animal tem crescido nos últimos anos, e o mais recente caso ocorreu em Coimbra, com um referendo que eliminou a garraiada académica do programa da Queima das Fitas.

Em Évora, um grupo de estudantes recolheu mais de 800 assinaturas após a assembleia de 3 de abril, para convocar nova reunião, desta vez com a proposta do referendo na ordem de trabalhos. A Queima das Fitas de Évora realiza-se entre 25 de maio e 2 de junho.

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