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"Galp must fall!": Campanha entra na Assembleia Geral online da petrolífera

Indiferentes à queda livre do mercado petrolífero, os acionistas da Galp vão decidir esta sexta-feira distribuir entre si os lucros do ano passado. No encontro online estarão ativistas da Climáximo para confrontar a empresa com a crise climática e os despejos forçados em Moçambique.
Torre da Galp no Parque das Nações. Fotografia por David Sousa-Rodrigues/Flickr.

No âmbito da campanha "Galp must Fall!", quatro ativistas da Climáximo investiram cerca de 116€ para poderem participar na próxima assembleia-geral (AG) da Galp, que se realiza esta sexta-feira. O objetivo é questionar a atual administração sobre a sua política em relação à crise climática e os despejos forçados em Moçambique, onde a Galp tem um forte investimento em gás natural.

Segundo João Reis, porta-voz do grupo, as perguntas já foram colocadas à administração, mas as respostas foram "evasivas", acrescentando que os ativistas inscreveram-se para falar na AG mas não sabem ainda se vão conseguir falar.

Para além da participação na assembleia-geral, esta iniciativa é acompanhada por uma manifestação online, no dia 24 de Abril, às 10h, através da aplicação manif.app, pode ler-se no Público e no site do Climáximo. Às 14h00  “será lançada uma twitterstorm com a hashtag Galpmustfall, para tentar tornar o assunto no mais falado do Twitter”, e em paralelo com a presença na AG, haverá uma manifestação online, através da manif.app, e concertos transmitidos através das redes sociais, explicou João Reis ao Público.

Em Moçambique, outro tema que os ativistas pretendem abordar, a Galp está fortemente envolvida em projetos de extração de gás natural onde, segundo relatos da organização parceira moçambicana JA! Justiça Ambiental, forças paramilitares "afastam as pessoas das aldeias e dão "compensações miseráveis pelos seus terrenos", pode ler-se no Público.

Entre outros temas, a administração da Galp deverá deliberar sobre a distribuição aos seus acionistas de uma segunda tranche de 318 milhões de euros, relativa a dividendos de 2019, poucos dias depois de ter decidido suspender as refinarias de Sines e Matosinhos.

Os ativistas defendem que a Galp tem que deixar de "atuar de forma desequilibrada, de exploração de combustíveis fósseis, disparidades salariais enormes e pagamento de dividendos”. “O controlo público da Galp” é o “primeiro passo essencial em Portugal na democracia energética” e para assegurar uma transição para energias limpas que seja “justa e rápida”, diz João Reis.

Esta iniciativa é co-organizada pelo Climáximo e por outros dois grupos ambientalistas, a 2degrees Artivism e a Climate Save Portugal, que têm por objetivo o fim da exploração de combustíveis fósseis e as alterações climáticas.

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