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G7: Trump não cede aos aliados

Trump reuniu-se este sábado com outros líderes do G7 no Canadá. Em cima da mesa, num clima de tensão, estavam as novas tarifas dos EUA sobre o aço e o alumínio importados.
Fotografia: twitter.com/EmmanuelMacron
Fotografia: twitter.com/EmmanuelMacron

Ainda antes de chegar ao Canadá, Trump já tinha escrito no Twitter que não cederia aos aliados e que iria focar-se essencialmente no “longo período de comércio injusto praticado contra os Estados Unidos”. Informou ainda que, após cinco anos de ausência, que se seguiram à anexação da Crimeia, a Rússia devia juntar-se ao grupo.

Por sua vez, Macron, também no Twitter, disse que havia tido uma conversa “aberta e direta” com Trump sobre comércio e considerou que podia chegar-se a um acordo benéfico para ambas as partes, sem, no entanto, dar mais detalhes. Também afirmou, antes do encontro, que este seria exigente.

Para mais, anteviu que Trump poderia sair mais isolado do G7, abrindo a hipótese de os EUA não subscreverem a declaração final do encontro: “O presidente norte-americano pode não se importar de ficar isolado, mas nós também não nos importamos de assinar um acordo entre os seis países se for necessário”.

Trump respondeu-lhe sem demora: “Por favor digam ao primeiro-ministro Trudeau e ao presidente Macron que eles estão a cobrar aos EUA tarifas enormes e a criar barreiras não monetárias. O superavite da UE com os EUA é de 151 mil milhões de dólares, e o Canadá mantém de fora os nossos agricultores e outros. Aguardo com expetativa o nosso encontro de amanhã.”

No Canadá, o clima de tensão fez-se sentir e Trump criticou os déficits com os outros países e repetiu que pode procurar negociações separadas com o Canadá e o México, ignorando o Acordo de Livre Comércio da América do Norte.

No final do encontro, os repórteres perguntaram a Trudeau se estava desapontado com o facto de Trump deixar o G7 antes do fim. Trump antecipou-se na resposta: “Ele está feliz”.

Trump vai agora ao encontro de Kim Jong-un, líder norte-coreano, razão pela qual perderá as sessões do G7 sobre mudanças climáticas, energia limpa e proteção dos oceanos.

A cimeira do G7 foi marcada pelo clima de guerra comercial imposta pelos Estados Unidos, com a introdução de tarifas à importação de aço e alumínio, justificada por motivos de “segurança nacional”.

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