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Fundos privados de pensões perdem 3 mil milhões de euros em 2022

Os 240 fundos privados de pensões que desenvolvem atividade em Portugal estão a atravessar um ano de perdas significativas devido à quebra nos mercados financeiros onde aplicam o seu dinheiro.
Foto www.learningVideo.com - Dave Dugdale/Flickr

Desde o início do ano, os fundos privados de pensões que operam em Portugal já perderam mais de 3 mil milhões de euros. O último relatório trimestral publicado pela Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) mostra que os 240 fundos privados de pensões que desenvolvem atividade no país estão a atravessar um ano de perdas significativas.

Olhando para o montante total das carteiras de ativos destes fundos de pensões em setembro deste ano (que ascende a qualquer coisa como 21,1 mil milhões de euros), constata-se que houve uma quebra consecutiva nos últimos três trimestres. No total, o valor dos ativos destes fundos caiu cerca de 12,5% face ao final do ano passado.

O ECO dá conta de que os quatro principais fundos de pensões no mercado português (que incluem os fundos do Milleniun BCP, Caixa, BPI e Novo Banco) têm registado quebras no valor das suas carteiras de ativos que andam entre os 6% e os 19%. Para isso tem contribuído o mau desempenho dos mercados financeiros onde estes fundos investem o valor das contribuições dos clientes.

Segurança Social também assume riscos

O desempenho dos fundos privados de pensões não é particularmente surpreendente. Quando se investem os fundos nos mercados financeiros, estes ficam dependentes das oscilações do valor de ações, obrigações ou outros ativos. Tendo em conta a volatilidade destes preços, há sempre um risco associado aos investimentos.

No entanto, não são só os fundos privados que investem nos mercados. O Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (FEFSS), que corresponde à chamada almofada financeira de que o Estado dispõe para pagar pensões, subsídios de desemprego e outras prestações sociais, também realiza investimentos nos mercados. No ano passado, cerca de dois terços da carteira deste fundo era composta por títulos de dívida pública. No entanto, 22% da carteira correspondia a investimentos em ações.

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