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“Fundos disponíveis têm que ser para investir e criar emprego agora”

Em campanha na Madeira, Marisa Matias teve encontros com os presidentes de Câmara do Funchal e Santa Cruz. Numa Região marcada pela precariedade no setor do turismo, defendeu que uma Presidente deve criar condições "para alterar as leis laborais que permitam que as pessoas não caiam na pobreza”.
Marisa Matias com Miguel Gouveia, presidente da Câmara do Funchal. Foto de André Gonçalves.

Marisa Matias esteve esta quarta-feira na Região Autónoma da Madeira, onde reuniu com os autarcas do Funchal e de Santa Cruz, referindo que estes também “estão na linha da frente da respostas aos problemas que as pessoas enfrentam” nestes tempos de pandemia, sublinhando que “o poder local é um instrumento muito importante para que essa resposta seja uma resposta de maior proximidade”.

Para a candidata presidencial, esta crise veio “destapar problemas estruturais do nosso país que continuam a existir” como a pobreza e as desigualdades - que se intensificaram neste contexto pandémico. Marisa lembrou igualmente “o problema da precariedade [que] colocou tanta gente no desemprego” e “o problema de um Serviço Nacional de Saúde que está a dar resposta na pandemia mas que precisa da nossa resposta e de investimento real”. Nesse sentido, “precisamos de ter respostas que cheguem às pessoas e que possam estar agora disponíveis, neste momento, para quem está mais a sofrer”.

Sobre os fundos disponíveis, reforçou que têm de servir para “criar emprego agora, para investir agora, não é para repor os níveis de investimento que foram cortados” e que “todas as esferas do poder têm que estar envolvidas, incluindo aquelas que estão mais próximas da população”.

“Agora e no futuro muito próximo, se as questões da descentralização e da lei das transferências de financiamento das Regiões Autónomas não forem revistas no sentido de serem postas em prática como devem ser e como devem estar consagradas, nós teremos problemas muito graves, ainda mais graves num território que já tem tanta pobreza e tanta desigualdade como é a região autónoma da Madeira”, alertou Marisa.

No entender de Marisa Matias, os próximos cinco anos do mandato do Presidente da República serão essenciais e será preciso dar condições para “alterar as leis laborais que permitam que as pessoas não caiam na pobreza” e “aproveitar para poder responder aquelas que são as necessidades do principal pilar da nossa democracia e aproveitar também para ter uma política de apoio à economia que nos permita salvar as empresas e os empregos deste país”.

No que diz respeito ao caso particular da Região Autónoma da Madeira, onde o turismo assume um papel de destaque na economia, disse ser preciso “usar os apoios para combater o trabalho precário e a forma como a precariedade atirou tantos milhares de pessoas para o desemprego e para a pobreza” e proteger essas pessoas que trabalham nesses setores - do turismo, da hotelaria, da cultura - e que não se encontravam protegidas por leis laborais.

Alerta, no entanto, que “não basta apoiá-los nesta emergência, é preciso os apoios de emergência, é preciso garantir os rendimentos, mas é preciso aproveitar os anos que temos pela frente para garantir que a legislação laboral está de tal forma a proteger os trabalhadores que não voltem a cair numa situação de pobreza em situações de crise seja ela de que natureza forma”, concluiu Marisa.

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