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Fundador do SNS apela à participação no 2 de Março

António Arnaut diz que “o povo está a perder a paciência” e também subscreve o apelo da Maré Branca pela Saúde, que se vai juntar à manifestação de Lisboa a partir da concentração marcada para as 14h30 em frente à Maternidade Alfredo da Costa.
António Arnaut adere à Maré Branca pela Saúde que estará no 2 de março em Lisboa, com partida da Maternidade Alfredo da Costa.

“Como não vou poder estar presente fisicamente, junto a minha voz à voz dos que reclamam em defesa do SNS”, disse o antigo ministro socialista, considerado o 'pai' do Serviço Nacional de Saúde. António Arnaut diz estar disponível para apoiar “todas as iniciativas em defesa do SNS”. A Maré Branca da Saúde será um cortejo organizado por profissionais do setor integrado na manifestação "Que se Lixe a Troika, o Povo É Quem Mais Ordena" do próximo sábado em Lisboa.

Para este cortejo, os organizadores apelam a que toda a gente venha vestida de branco. Entre os subscritores desta convocatória encontram-se dirigentes sindicais dos médicos e enfermeiros, como o presidente da FNAM Mário Jorge Neves e o presidente do SEP, José Carlos Martins, médicas diretoras de serviço na Maternidade Alfredo da Costa, o ex-presidente do Colégio de Oncologia da Ordem dos Médicos, Jorge Espirito Santo, a ex-bastonária da ordem dos enfermeiros, Augusta Sousa, ou o ex-bastonário da Ordem dos Farmacêuticos, José Aranda da Silva.

Os promotores da Maré Branca pela Saúde dizem no apelo que "a austeridade está a matar o SNS", com o aumento das taxas moderadoras, os hospitais com falta de medicamentos para muitas doenças, a mortalidade infantil e materna a aumentar nos últimos meses e os serviços de saúde de proximidade a fecharem portas. "O subfinanciamento do SNS está a estrangulá-lo e está já a pôr em causa a saúde da nossa população", concluem.

A concentração em frente à Maternidade Alfredo da Costa, onde se inicia o desfile rumo ao Marquês de Pombal e Terreiro do Paço foi escolhida como "um símbolo do que querem fazer ao SNS: fechar portas, atirando Portugal para o atraso social em que vivíamos antes de 1974", diz o apelo que aponta aquela instituição como "um exemplo de qualidade e eficiência no SNS".   

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