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Forte adesão à greve dos trabalhadores do INATEL

Os trabalhadores do INATEL estão em greve esta sexta-feira por todo o país. Reclamam que seja cumprido o acordo de empresa: querem progressão nas carreiras e um horário de 35 horas semanais. E recordam que em dez anos apenas foram aumentados uma vez, em 2018, e apenas em 2,5%.
Trabalhadores do INATEL em luta.
Trabalhadores do INATEL em luta. Foto CGTP.

Os trabalhadores do setor hoteleiro da Fundação INATEL estão em greve em todo o país. O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Centro comunicou que há unidades em que a greve conta com cerca de 80% de adesão como na Foz do Arelho, no concelho das Caldas da Rainha, em São Pedro do Sul e Piódão, no concelho de Arganil. Em Manteigas e Santa Maria da Feira rondou os 50%. Depois de terem feito concentrações locais, os trabalhadores desta região deslocaram-se para a delegação do INATEL em Coimbra.

No Algarve, os números da adesão no INATEL de Albufeira não foram divulgados mas esta foi considerada “grande”. Tal como, aliás no norte, em Vila Nova de Cerveira, onde terá atingido os 90% segundo o Sindicato da Hotelaria do Norte.

Em comunicado, o Sindicato da Hotelaria do Algarve, justificou a greve por considerar “inaceitável” a recusa da Administração da empresa de aumentos salariais em 2019. Os trabalhadores acusam ainda a Administração de não cumprir o acordo de empresa no que diz respeito ao subsídio noturno, ao descanso semanal ao fim de semana, de 6 em 6 semanas e à aplicação das 35 horas a todos os trabalhadores.

As mesmas preocupações partilha Afonso Figueiredo do Sindicato do Centro. Ao Jornal do Centro, este dirigente sindical esclarece que "o INATEL acordou pagar um acréscimo do subsídio noturno aos trabalhadores que trabalham à noite e o subsídio de turno aos trabalhadores que trabalham nesta condição e não está a cumprir. Por outro lado,  há a necessidade de aumentos salariais na revisão da tabela salarial do acordo de empresa. Estes trabalhadores tiveram apenas um aumento de 2,5%, em 2018, nos últimos dez anos e auferem salários muito baixos".

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