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Fome ameaça milhões de pessoas no Zimbabwe

Um terço dos habitantes do Zimbabwe necessitam de ajuda alimentar. Metade destes, dois milhões e meio de pessoas, estão mesmo à beira da fome. A seca e o furacão Idai comprometeram as colheitas agrícolas do país.
Zimbabwe. 2011.
Zimbabwe. 2011. Foto de Ulrika. Flickr.

A Agência da ONU para a alimentação lançou esta terça-feira um apelo a doações internacionais de forma a ajudar os milhões de pessoas ameaçadas pela fome no Zimbabwe. O Programa Alimentar Mundial estima serem necessários 331 milhões de ajuda imediata para chegar a cinco milhões de pessoas, metade destas estão em risco grave. David Beasley, diretor executivo do PAM calcula ainda que, se a situação não for já debelada, no próximo ano estarão a passar fome 5,5 milhões. Por isso, está-se “em modo de crise de emergência”.

Esta situação tem uma causa imediata simples de identificar: a seca severa atingiu as colheitas e os preço da alimentação aumentaram brutalmente. A produção de milho, por exemplo, caiu para metade. Acresce que os problemas de falta de água fazem com que a principal central hidroelétrica em Kariba esteja a falhar, levando a cortes de eletricidade frequentes e dificultando ainda mais a produção de bens alimentares. Na capital Harare, mais de metade dos 4,5 milhões de habitantes apenas têm acesso a água uma vez por semana.

Os problemas do país foram ainda agravados pela passagem o ciclone Idai que afetou mais de meio milhão de pessoas neste país.

Para além disto, vive-se uma crise económica e financeira no país. A inflação atingiu 176% em junho e a moeda local deprecia a alta velocidade.

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