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FMI volta a descer previsão de crescimento mundial

Esta terça-feira, o FMI voltou a rever em baixa a previsão de crescimento da economia mundial para 3,2% este ano e 3,5% em 2020. Os dois casos são 0,1 pontos percentuais a menos em relação à estimativa de abril.
Fotografia: commons/wikimedia.org
Fotografia: commons/wikimedia.org

Depois da expansão de 3,6% em 2018, o FMI prevê que a economia mundial cresça 3,2% este ano e que recupere para um crescimento de 3,5% em 2020. Estas estimativas estão, 0,1 pontos percentuais abaixo das projeções de abril para os dois anos. A informação foi revelada pelo próprio FMI ao atualizar o seu ‘World Economic Outlook’.

No relatório divulgado no dia 9 de abril, o FMI reviu em baixa a sua estimativa para o crescimento da economia mundial para 3,3% em 2019, o que significa menos 0,2 pontos percentuais face à estimativa de janeiro, o que mantém a previsão de uma expansão de 3,6% para 2020.

A instituição adianta que “as cadeias de abastecimento de tecnologia à escala global foram ameaçadas pela perspetiva de sanções dos Estados Unidos, a incerteza relacionada com o ‘Brexit’ continuou e o aumento das tensões geopolíticas agitou os preços da energia” e afirma que a recuperação do crescimento económico projetada para 2020 “é precária”. Para além disso, presume uma estabilização nas economias emergentes e em desenvolvimento e “progressos no sentido de uma resolução de diferenças na política comercial”.

Para a zona euro, manteve em 1,3% a previsão de crescimento este ano, antecipando uma expansão de 1,6% em 2020. A previsão é revista “ligeiramente em baixa para a Alemanha” (menos uma décima para 0,7%), “devido a uma procura externa mais fraca que o previsto, o que também pesa no investimento”. Contudo, para 2020, antecipa uma expansão da economia alemã de 1,7%, mais 0,3 pontos percentuais do que previa em abril. Para França, manteve a previsão de crescimento de 1,3% em 2019 e 1,4% em 2020. Para Itália, deixou inalterada a sua previsão de crescimento de 0,1% este ano. Para Espanha, o FMI reviu em alta (mais 0,2 pontos percentuais) a previsão de crescimento para 2,3% este ano.

“Prevê-se que o crescimento da zona euro recupere no resto do ano e em 2020, com a procura externa a recuperar e fatores temporários (incluindo a queda nas matrículas de carros alemãs e os protestos de rua em França) a continuarem a dissipar-se”, pode ler-se no relatório.

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