A Fiat, então uma empresa sediada em Itália, comprou a norte-americana Chrysler num processo de cinco anos que culminou em 2014. Tornou-se assim o grupo Fiat Chrysler Automobiles.
A empresa histórica italiana passou depois a estar sediada na Holanda e a ter residência fiscal no Reino Unido. No âmbito da mudança, foi obrigada ao pagamento de um imposto de 27,5% sobre a transferência de ativos para fora do país. Só que o fisco italiano concluiu que existiram “violações fiscais substanciais” na operação uma vez que a Fiat tinha subavaliado a Chrysler em cerca de 5100 milhões de euros. Enquanto o fisco avaliou a Chrysler em cerca de 12,5 mil milhões de euros, a Fiat apenas declarou menos de 7,5 mil milhões de euros. A litigância que se lhe seguiu faria com que a FCA fosse obrigada a pagar 1300 milhões de euros.
Agora, FCA e fisco italiano chegaram a um acordo que evitou o pagamento desta quantia, segundo comunicou esta quinta-feira o chefe de departamento de finanças da empresa, Richard Palmer, durante a apresentação dos resultados do grupo. A engenharia do acordo faz que este não pese nas contas “exceto pela redução do valor de créditos fiscais não reconhecidos”. Assim “o grupo aceita aumentar o valor tributável em 2,5 mil milhões de euros e este valor será completamente compensado com 400 milhões em perdas fiscais, de que havíamos abdicado, e de 2,1 mil milhões em perdas fiscais em Itália que não se encontravam reconhecidas nas declarações financeiras”.