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Fiat entra em acordo com o fisco italiano para escapar a multa milionária

Quando a Fiat acabou de comprar a Chrysler em 2014 subavaliou-a em 5100 mil milhões de euros. As autoridades tributárias italianas acusaram-na de procurar, com isso, não pagar impostos. Agora, ambas as partes entram num acordo que a empresa assegura ser-lhe vantajoso por lhe poupar o pagamento de 1300 milhões de euros.
Sede da Fiat em Turim. Outubro de 2011.
Sede da Fiat em Turim. Outubro de 2011. Foto de SurfAst/wikimediacommons.

A Fiat, então uma empresa sediada em Itália, comprou a norte-americana Chrysler num processo de cinco anos que culminou em 2014. Tornou-se assim o grupo Fiat Chrysler Automobiles.

A empresa histórica italiana passou depois a estar sediada na Holanda e a ter residência fiscal no Reino Unido. No âmbito da mudança, foi obrigada ao pagamento de um imposto de 27,5% sobre a transferência de ativos para fora do país. Só que o fisco italiano concluiu que existiram “violações fiscais substanciais” na operação uma vez que a Fiat tinha subavaliado a Chrysler em cerca de 5100 milhões de euros. Enquanto o fisco avaliou a Chrysler em cerca de 12,5 mil milhões de euros, a Fiat apenas declarou menos de 7,5 mil milhões de euros. A litigância que se lhe seguiu faria com que a FCA fosse obrigada a pagar 1300 milhões de euros.

Agora, FCA e fisco italiano chegaram a um acordo que evitou o pagamento desta quantia, segundo comunicou esta quinta-feira o chefe de departamento de finanças da empresa, Richard Palmer, durante a apresentação dos resultados do grupo. A engenharia do acordo faz que este não pese nas contas “exceto pela redução do valor de créditos fiscais não reconhecidos”. Assim “o grupo aceita aumentar o valor tributável em 2,5 mil milhões de euros e este valor será completamente compensado com 400 milhões em perdas fiscais, de que havíamos abdicado, e de 2,1 mil milhões em perdas fiscais em Itália que não se encontravam reconhecidas nas declarações financeiras”.

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