Está aqui

Fesap junta-se à Frente Comum na greve de 12 de novembro

À saída da negociação com a ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública, que manteve a atualização salarial de 0,9%, a Fesap anunciou que vai avançar para a greve no dia 12 de novembro, coincidindo o protesto com a paralisação nacional da Frente Comum.
STE também admite avançar para a greve da função pública em 12 de novembro.
STE também admite avançar para a greve da função pública em 12 de novembro. Foto de António Cotrim, Lusa.

A Federação de Sindicatos da Administração Pública (Fesap), da UGT, anunciou que vai avançar para a greve no dia 12 de novembro, fazendo coincidir o protesto com a paralisação nacional já marcada pela Frente Comum, da CGTP. O anúncio foi feito pelo dirigente da Fesap, José Abraão, à saída da negociação suplementar, em Lisboa, com a ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública, Alexandra Leitão, que manteve a proposta de atualização salarial nos 0,9%, em linha com a inflação, para 2022.

José Abraão disse à Lusa que saiu da reunião com "uma mão vazia e outra cheia de nada" e por isso considerou que é preciso "dar voz ao protesto e descontentamento dos trabalhadores da administração pública".

"Vamos emitir um pré-aviso de greve próprio que há-de coincidir com o dia 12, não só abrangendo os trabalhadores da administração pública, mas também todos os trabalhadores das IPSS [Instituições Particulares de Solidariedade Social] e Misericórdias", anunciou.

Sobre o aumento de 50 euros para os técnicos superiores, previsto na proposta de OE2022, a aplicar até 2023, o sindicalista indicou que a medida não deverá entrar em vigor logo em janeiro.

A greve nacional de funcionários públicos, a realizar em 12 de novembro, foi convocada pela Frente Comum, estrutura da CGTP, que exige aumentos de 90 euros para todos os trabalhadores. A Fesap exige uma atualização salarial de 2,5% no próximo ano.

Em 2021 houve aumentos de 20 euros para a remuneração base da função pública, para os 665 euros, para ficar igual ao salário mínimo nacional, e em 10 euros para os salários que se situavam entre os 665 e os 791,91 euros. Nos últimos 12 anos apenas em 2020 houve aumentos para todos os trabalhadores da Administração Pública, de 0,3%, em linha com a inflação.

STE também admite avançar para a greve da função pública em 12 de novembro

O Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) admitiu juntar-se à greve nacional da função pública. O anúncio foi feito pela presidente do STE, Helena Rodrigues, igualmente à saída de uma curta reunião de negociação suplementar com a ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública.

"A nossa intenção com a negociação suplementar foi de que o Governo apresentasse algo mais do que os 0,9% para atualização salarial anual. Pelos vistos, não há nada de novo, ainda que seja referido que ainda há negociação a fazer em sede de Orçamento do Estado, mas será no Parlamento", disse Helena Rodrigues.

A sindicalista disse que pediu audiências aos partidos no Parlamento, com o objetivo de alcançar uma resposta em sede parlamentar, mas se nada mudar, irá convocar uma greve para 12 de novembro, como já fizeram as outras duas estruturas sindicais.

"Não é do nosso agrado que a negociação salarial se faça no Parlamento, mas é uma porta de saída", afirmou a líder do STE. "Se não houver nada de novo, teremos de pensar nas formas de luta que estão em cima da mesa das outras estruturas sindicais", sublinhou Helena Rodrigues.

Termos relacionados Sociedade
(...)