Fenprof convoca protestos para 16 de Setembro

02 de setembro 2011 - 3:14

“Todos os protestos e reclamações são legítimos” nesta altura, considerou Mário Nogueira, lembrando que mais de 35.000 professores ficaram no desemprego, apesar de muitos deles terem um número elevado de anos de serviço.

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"Não se pode pedir às pessoas que fiquem resignadas”, diz a Fenprof. Foto de Paulete Matos

A Federação Nacional dos Professores anunciou esta quinta-feira que vai promover protestos em todas as capitais de distrito a partir do próximo dia 16 de Setembro.

“O tempo é de luta, é tempo de vir dizer para a rua 'basta' e que não estamos para mais sacrifícios que não têm resolvido problema nenhum”, disse Mário Nogueira.

O secretário-geral da Fenprof avisou o primeiro-ministro: “Não venha pedir a paz quem declarou a guerra. Não se pode pedir às pessoas que fiquem resignadas”, lembrando que "35 mil candidatos ao concurso de professores contratados ficaram no desemprego".

Mário Nogueira disse que haveria ainda mais docentes no desemprego se não tivesse sido "travado" o fim do par pedagógico em Educação Visual e Tecnológica e a formação de mega-agrupamentos. Mas disse temer que o governo "volte à carga", já que o Documento de Estratégia Orçamental 2011-2015 anuncia a supressão de ofertas não essenciais no Ensino Básico. “A Educação vai voltar a ser ler, escrever e contar como no tempo de Salazar?", questionou.

Nogueira disse ainda que foram detectadas "irregularidades nas listas de colocação" com a "retirada de 2 mil professores" e sublinhou que a estrutura sindical não vai assinar acordo com o governo sobre avaliação de desempenho docente se forem mantidas as quotas, as cinco menções para notas e o efeito das classificações nos concursos.