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Fechou um terço dos balcões bancários desde 2008

Para encontrarmos tão poucas dependências bancárias no país, temos de recuar ao ano de 1995. Comparando a situação com 2008, conclui-se dois mil balcões fecharam, um terço dos que havia.
Foto de Mário Cruz/Agência Lusa

Em várias cidades portuguesas é fisicamente impossível ir ao banco. O número de agências bancárias no país diminui para os níveis de 1995, acabando com bancos um pouco por todo o país.

Se tomarmos como marco a crise financeira de 2008, percebemos que um terço dos balcões encerrou desde então. Dois mil bancos deixaram de prestar serviço. Em Lisboa desapareceram 600 agências, 40% do total; no Porto 400, 37,8% do total. O Funchal lidera nas percentagens de bancos encerrados com 41,4%, 63 no total.

Em declarações ao DN/Dinheiro Vivo, Rui Riso, presidente do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas (SIBSI) afirmou que “este processo já foi longe de mais”. O sindicalista acha “que chegou o momento de o repensar para evitar o apagão da banca e dos serviços bancários em algumas zonas do país.”

Por um lado, com os problemas no BES e no Banif, as reestruturações na CGD e com o aperto de cinto em quase todo o setor, as agências físicas foram desaparecendo. Por outro lado, o crescimento dos serviços online acentuou também o declínio. Hoje é possível utilizar uma gama cada vez mais vasta de serviços online e/ou por telemóvel, desde fazer um crédito a transferir dinheiro.

Rui Riso reconhece as razões tecnológicas “ligadas à nova geração de clientes que justificam o encerramento de algumas agências” mas pensa que “a solução dos problemas que a banca enfrenta não pode limitar-se apenas ao encerramento de agências e redução dos seus colaboradores.”

Daí que apele ao setor para “repensar o seu modelo de negócio”, para “inovar os procedimentos”, para não “quebrar a relação de confiança em que assenta a atividade bancária”. O sindicalista considera que “os bancos também têm uma responsabilidade social e nunca podem esquecer o seu compromisso com a sociedade, com a economia em que estão inseridos e com os trabalhadores.”

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