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Extinction Rebellion invadiu a sede da Shell, trinta ativistas foram detidos

Dizem que “a Shell tem de cair” e invadiram a sede mundial da empresa em Haia, na Holanda. Os ativistas ambientais protestavam na passada sexta-feira contra o papel da empresa nas alterações climáticas. 30 foram detidos na altura, cinco permanecem presos.
Ativista ambientalista detida durante protesto contra a Shell. 31 de janeiro de 2020.
Ativista ambientalista detida durante protesto contra a Shell. 31 de janeiro de 2020. Foto: Shell must fall.

Um protesto contra a atividade poluidora da Shell na passada sexta-feira levou à detenção de trinta ativistas ambientais. Cinco deles permanecem presos. Os ativistas pertencem a vários grupos, nomeadamente o Extinction Rebellion e o CodeRood, e fazem parte da campanha Shell must fall.

Estes ambientalistas dirigiram-se à sede mundial da Shell em Haia, na Holanda, entrando nas suas instalações. Cantavam “mantenham-no no solo”, uma referência ao petróleo que é o coração da atividade desta empresa. Alguns deles colaram-se às portas de vidro, outros lançaram líquido preto nas escadas a simular a poluição de cuja responsabilidade acusam a empresa.

Consideram a Shell “uma das maiores poluidoras” a nível mundial e não veem outro caminho: “é uma das empresas que tem de acabar”, afirmam.

A multinacional anunciou que tenciona reforçar “em dezenas de bilhões de dólares os seus investimentos em combustíveis fósseis”, denunciam. Não esquecem a ExxonMobil e a BP. Por isso, também as referiam para dizer: “fiquem com o vosso petróleo e vão para o inferno”.

A ação faz parte de uma semana convocada pela Shell Must Fall. Para além da Holanda, há ações marcadas na Alemanha, Dinamarca, Suécia e Reino Unido.

No texto de convocatória desta semana prometem não ficar calados “enquanto a Shell continua a destruir comunidades, ecossistemas e a estabilidade do nosso clima e ecossistemas”. O objetivo é ambicioso: querem mesmo “desmantelar a Shell por todos os meios necessários políticos, legais ou económicos.”

As ações planeadas, esclarecem, têm o objetivo “final” de bloquear a Assembleia Geral de Acionistas que acontece em Maio. Esta é uma obrigação legal e o seu impedimento causaria problemas sérios à empresa que aí é obrigada a tomar decisões financeiras e operacionais decisivas para a empresa. Sabem que a empresa não cai por isso mas pretendem assim infligir-lhe um duro golpe na opinião pública.

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