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Exército israelita mata mais 3, fere mais 525

O número de mortos e feridos continua a subir na Faixa de Gaza. Israel exerce a violência habitual sobre os palestinianos. Durante os protestos registados esta sexta-feira, centenas voltaram a sentir o poder militar.
Desde o início da Marcha do Retorno, contam-se 119 mortos palestinianos e vários milhares de feridos.
Desde o início da Marcha do Retorno, contam-se 119 mortos palestinianos e vários milhares de feridos.

Vários milhares de palestinianos participaram nos protestos, Israel voltou a derramar sangue. Entre os mortos, encontra-se mais um menor, de 15 anos, identificado como Hayzam al-Jamal. Segundo Ashraf al-Qedra, porta-voz do Ministério da Saúde palestiniano, Hayzam foi atingido a tiro. A mesma fonte afirmou que Mohamed al-Baba, repórter fotográfico da agência France Presse, levou um tiro na perna direita e que um operador de câmara da televisão Al Aqsa (próxima do Hamas) sofreu um corte com uma lata de gás lacrimogéneo. Num comunicado, disse ainda que os soldados israelitas estavam a disparar “bombas de gás” contra as ambulâncias que tentavam ajudar os feridos no leste da cidade de Khan Yunes.

Dos 525 feridos, 7 estão em estado crítico, 92 foram feridos por munições reais, 20 por metralhadora, 19 pelo impacto das latas de gás lacrimogéneo; 300 estão a receber assistência hospitalar por inalação de gases.

Cerca de 10 mil palestinianos estiveram a protestar durante esta sexta-feira em cinco locais ao longo da fronteira imposta por Israel. É a 11ª sexta-feira consecutiva de protestos e faz parte da mobilização chamada Marcha do Milhão a Jerusalém. Coincide com a última sexta-feira do Ramadão e com o Dia de Jerusalém, assinalando ainda o início da Guerra dos Seis Dias em 1967.

A “marcha do retorno”, que reivindica o regresso dos refugiados palestinianos às terras de onde foram expulsos após a criação do Estado de Israel, em 1948, começou a 30 de março. Desde então, contam-se 119 mortos palestinianos e vários milhares de feridos. Fathi Hammad, dirigente do Hamas, disse esta sexta-feira que os palestinianos “continuarão com as 'marchas do retorno' até que o bloqueio seja levantado e se consiga o direito a regressar".

 

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