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Ex-membros da equipa de Oliveira e Costa ganham prémios na Parvalorem

A empresa pública que gere os créditos do antigo BPN atribuiu prémios que deixaram de fora os trabalhadores com salários mais baixos.
Oliveira e Costa já foi condenado na justiça, mas alguns dos seus operacionais continuam ao serviço da Parvalorem. Foto Mário Cruz/Lsau

A edição deste domingo do jornal Público dá conta do mal-estar instalado na empresa dirigida por Francisco Nogueira Leite, o ex-dirigente da JSD que acompanhou Passos Coelho na gestão da Tecnoforma.

A Parvalorem atribuiu um bónus entre mil e 52 mil euros aos trabalhadores com mais de 15 anos de serviço, que beneficiou sobretudo alguns dos antigos dirigentes do BPN que foram alvo de processos judiciais por crimes relacionados com a gestão de Oliveira e Costa. É o caso de Armando Pinto, que continua a chefiar o departamento jurídico, ou António José Duarte, o antigo assessor do banqueiro responsável por uma fatura de cerca de cinco mil milhões de euros paga pelos contribuintes.

A decisão da administração da Parvalorem não agradou aos trabalhadores que estão na parte inferior da tabela salarial e que se sentem discriminados por não estarem abrangidos pelas promoções por mérito. Foram entregues queixas na Autoridade para as Condições do Trabalho e na Provedoria de Justiça.

A Parvalorem integra 161 ex-trabalhadores do BPN que não transitaram para o EuroBic no processo de privatização em 2012. Entre os 19 funcionários em cargos de direção, a maioria pertencia aos quadros dirigentes do BPN, tendo alguns deles sido alvo de processos na justiça e no Banco de Portugal.

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