O antigo colégio Almeida Garrett, situado no centro do Porto, na Praça Coronel Pacheco, é propriedade da Universidade do Porto (UP). O reitor da Universidade acompanhou a coordenadora do Bloco de Esquerda para uma visita ao espaço, que vai fechar em breve por estar em estado de degradação. Para Catarina Martins, o ex-colégio é um espaço que “emblemático para a cidade, que é da Universidade do Porto, que tem neste momento problemas estruturais que estão à vista”.
Catarina Martins referiu aos jornalistas que há hoje um debate na cidade sobre a importância deste património que deve ser usado pelos habitantes da cidade, acrescentando que seria imperdoável que “em frente a um hotel nascesse outro hotel”.
O reitor da Universidade do Porto, Sebastião Feyo de Azevedo, referiu que “é bem claro que este edifício não pode continuar como está e, portanto, em termos gerais terá que ser encerrado”.
Acrescentou ainda que a Universidade irá “procurar com a ACE (Academia Contemporânea do Espetáculo) e com o TUP (Teatro Universitário do Porto) uma solução para as atividades muito importantes que têm vindo a desenvolver”, numa altura em que estas estruturas culturais da cidade procuram novos espaços para se fixarem.
A Universidade do Porto (UP) quer alienar ou concessionar o direito de superfície do prédio do antigo colégio Almeida Garrett, tendo aberto um concurso público para o efeito.
À justiça o que é da justiça
Questionada sobre as demissões dos secretários de Estado, Catarina Martins referiu que é importante não criar "confusão" entre papéis do público e privado.
Catarina Martins referiu que o Bloco “acha eticamente reprovável qualquer confusão entre o exercício de uma função pública e o que são os negócios privados. Achámos verdadeiramente lamentável o que aconteceu. Não vou falar sobre os casos que estão na justiça, isso é um problema da justiça.”
Relembrou ainda que por proposta do Bloco “há uma entidade da transparência no Parlamento à espera de ser aprovada" e que o Bloco de Esquerda "tem trabalhado muito sobre essa matéria e achamos que já deveríamos ter avançado mais”.