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Eurogrupo aumenta pressão sobre a Grécia

A reunião informal do Eurogrupo não chegou a nenhuma conclusão sobre as negociações que decorrem em Bruxelas. Varoufakis continua otimista quanto à possibilidade de um acordo e Dijsselbloem recusa desbloquear fundos para a Grécia até lá.
Dijsselbloem continua apostado em fazer ceder o governo grego nas suas "linhas vermelhas" e promete reter o dinheiro que a Grécia devia ter recebido no ano passado até que haja acordo (ou bancarrota). Foto Conselho Europeu.

Segundo o ministro das Finanças grego, as principais divergências nas negociações têm a ver com as metas do excedente orçamental primário, a penhora das primeiras habitações às famílias endividadas e os cortes das pensões, que o governo de Atenas rejeita. Por outro lado, assinalou progressos nas últimas semanas quanto à reforma do sistema judicial e o dossier das privatizações.

Fontes próximas dos credores, citadas na imprensa internacional, dizem que o ambiente da reunião foi tenso e com duras críticas a Varoufakis por resistir à continuação das políticas que atiraram a Grécia para a catástrofe humanitária. Mas Varoufakis apresentou-se aos jornalistas com otimismo e confiança de que um acordo será alcançado em breve. "Prefiro ver o copo meio cheio do que meio vazio", concluiu Varoufakis à saída da cimeira de Riga.

BCE pode exigir mais garantias aos bancos gregos

Com a Grécia impedida de receber as tranches do empréstimo do FMI/BCE/UE desde julho do ano passado, os constrangimentos financeiros do país têm aumentado a cada mês que passa. Os credores têm aproveitado essa circunstância, e o garrote financeiro vai continuar a apertar, confirmou o líder do Eurogrupo, o socialista holandês Jeroen Dijsselbloem.

"Esperávamos receber hoje um resultado positivo e um acordo para podermos tomar uma decisão, mas estamos ainda longe disso", afirmou Dijsselbloem aos jornalistas no fim do encontro. "Para ser franco, foi uma discussão muito crítica", resumiu, atribuindo ao lado grego a responsabilidade pela inexistência de acordo. Questionado sobre a possibilidade da Grécia poder receber uma parte da tranche bloqueada para fazer face aos compromissos financeiros imediatos, o líder do Eurogrupo negou que tal possa suceder.

Também o comissário europeu Pierre Moscovici admitiu alguns progressos das negociações, antes de avisar que "o tempo está a esgotar-se". Por seu lado, o governador do Banco Central Europeu ,abriu a possibilidade de pedir ainda mais garantias aos bancos gregos para assegurar a sua liquidez. "Quanto mais sobem as taxas dos juros da dívida e aumenta a volatilidade, mais garantias são destruídas", sublinhou Mario Draghi.

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