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EUA: Milhares manifestam-se pelo fim da separação das famílias migrantes

Milhares de mulheres manifestaram-se nesta quinta-feira em Washington, desfilaram até ao Capitólio, e protestaram contra a política xenófoba de Trump, contra as detenções e pelo fim da separação das famílias migrantes.
Marcha pelo fim da separação das famílias migrantes e contra as detenções, washington, 28 de junho de 2018 – Foto de Michael Reynolds/Epa/Lusa
Marcha pelo fim da separação das famílias migrantes e contra as detenções, washington, 28 de junho de 2018 – Foto de Michael Reynolds/Epa/Lusa

O movimento Women's March (https://www.facebook.com/womensmarchonwash/) convocou para esta quinta-feira um protesto que juntou milhares de pessoas, maioritariamente mulheres, que marcharam até ao Capitólio, em Washington.

A ação era dirigida contra a política anti-imigrantes de Donald Trump, contra as detenções e as separações das famílias migrantes. Segundo a Reuters, as manifestantes ocuparam um edifício do Senado, algumas mulheres que protestavam foram detidas.

Várias deputadas, senadoras e senadores, eleitos pelo partido democrático, participaram na marcha, criticaram a política da Casa Branca e apoiaram a ação de desobediência civil. As manifestantes gritaram “vergonha”, “vergonha”, “vergonha” junto ao hotel Trump International.

Segundo a ABC, durante a marcha foram gritados os slogans “We care” e “Abolish ICE”. O primeiro (“nós preocupamo-nos”) é uma referência crítica ao uso pela esposa de Trump de um casaco com a frase “eu não me preocupo”. O segundo, é a reivindicação do fim do ICE (o serviço de estrangeiros e fronteiras dos Estados Unidos).

Segundo a ABC, foram detidas cerca de 600 mulheres.

 

Segundo a ABC, o movimento Abolish ICE ganhou novos apoios e maior pujança, com as vitórias de alguns candidatos e candidatas nas primárias do partido Democrático da passada terça-feira. Citam o exemplo de Alexandria Ocasio-Cortez que ganhou as eleições em Queens, Nova York e que apoia o movimento contra o ICE. Cynthia Nixon, uma candidata progressista a governadora de Nova York e conhecida atriz de televisão, também apoia o movimento e considera o ICE uma “organização terrorista”.

 

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