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EUA: lei sobre mineração de carvão é ameaça de saúde

A Administração Trump reverteu a legislação anterior sobre mineração superficial de carvão. A associação Human Rights Watch considera que assim a saúde pública fica ameaçada.
Foto de Samuel A. Love/Flickr

Na região da Appalachia central, a forma predominante de exploração do carvão consiste em remover os cumes das montanhas através de explosivos. Destroem-se até 122 metros verticais para explorar os veios de carvão existentes no interior. Os rebentamentos provocam uma enorme quantidade de resíduos, geram vales-aterro com dimensões como 305 metros de largura por 1.609 metros de comprimento, causam poluição do ar e da água.

Esta forma de mineração foi portanto considerada um perigo para a saúde pública. Investigadores da Universidade da Universidade da Virgínia Ocidental têm publicado estudos em que mostram percentagens significativamente mais altas de doença cardiovascular, cancro do pulmão e de outros tipos, deficiências congénitas e mortalidade em condados com remoção de cumes montanhosos, em comparação com condados Apalaches com outros tipos de mineração ou sem qualquer exploração mineira.

Para minimizar estes riscos tinha sido criado um regulamento, “modesto” segundo a HWA. Foi este regulamento que a administração Trump agora suprimiu. Desta forma, “o Congresso tornou mais fácil à indústria do carvão destruir montanhas e enterrar o entulho em riachos, sem monitorizar ou lidar com os impactos ambientais, ao confiar num estudo pouco fidedigno financiado pela indústria e que não foi sujeito à avaliação dos seus pares”.

Além disso, a Administração Trump “retirou abruptamente o financiamento a um estudo que poderia ter comprovado a opinião generalizada sobre as consequências para a saúde dessa prática, num aparentemente deliberado esforço para impedir que informação importante sobre os riscos para a saúde das operações de mineração de superfície fosse divulgada”.

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