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EUA formalizam saída do Acordo de Paris

Donald Trump tinha anunciado a saída em 2017, mas só agora a formalizou. Notícia da saída foi acolhida com lamentos de França, China, Alemanha e Rússia.
EUA formalizam saída do Acordo de Paris
Foto de Jim Lo Scalzo/EPA/Lusa.

Dois anos depois de tornar pública essa decisão, Donald Trump formalizou esta semana a intenção dos Estados Unidos da América de abandonar o acordo de Paris.

Os argumentos usados por Mike Pompeo, secretário de Estado dos EUA, nas suas declarações aquando da formalização da retirada do acordo na ONU são os mesmos que os usados em 2017: consideram que o acordo tem “um peso económico injusto” para o país.

Como seria de esperar, a ala conservadora dos EUA saúda a decisão de Trump, mas a democrata Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Representantes, afirma que esta é “uma nova decisão contrária à ciência (…) que vende o futuro do planeta e das crianças”.

 

A formalização do pedido foi recebida com lamentos por parte da Comissão Europeia e de países como França, China, Alemanha e Rússia, noticiou hoje a agência Lusa.

Em declarações aos jornalistas, Geng Shuang, porta-voz da diplomacia chinesa, afirmou que o país espera “que os Estados Unidos mostrem mais responsabilidade e contribuam mais para o processo de cooperação multilateral, em vez de adicionar energia negativa”. A China é o maior emissor mundial de gases com efeito de estufa.

Já Emmanuel Macron, no segundo dia da visita oficial à China, reformou que esta era uma medida que “já se esperava” há dois anos e aproveitando a ocasião para destacar a “necessidade” de uma “parceria franco-chinesa sobre o clima e biodiversidade”.

Da parte da Alemanha, Svenja Schulze, ministra do Meio Ambiente, congratula-se com o facto de os E.U.A. “permanecerem sozinhos” na saída do Acordo: “o resto do mundo está unido na proteção do clima”.

Para o Kremlin a saída dos EUA “prejudica o acordo da maneira mais séria, porque é um país líder em termos de emissões de gases de efeito estufa", disse Dmitry Peskov, acrescentando que "sem a maior economia do mundo, é ainda difícil falar de um acordo climático".

O acordo de Paris foi assinado por cerca de 200 países, sendo que cada um fixa os seus próprios objetivos para a redução das emissões de gases com efeito de estufa. A meta anunciada era o impedimento do agravamento da subida já verificada na temperatura média mundial em mais entre 0,5 e 1 grau Celsius. Porém, já se provou que tais compromissos não são suficientes para deter os níveis de aquecimento.

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