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EUA: escândalos levam à demissão do responsável pelo Ambiente

Scott Pruitt demitiu-se da chefia da Agência de Proteção Ambiental, por entre escândalos de promiscuidade com a indústria e viagens de férias pagas pelos contribuintes.

Na carta de demissão entregue na quinta-feira ao presidente norte-americano Donald Trump, Scott Pruit alega que o faz por causa “dos ataques sucessivos contra mim pessoalmente e a minha família”.

Pruit está a ser alvo de várias investigações do Comité de Ética por causa de escândalos que se sucederam no último ano. São casos de viagens de fim de semana e de férias nos EUA e no estrangeiro, em voos privados ou em primeira classe, pagos pelo erário público, bem como as despesas com a sua segurança.

Outros casos dizem respeito a ofertas de lóbistas e à relutância de Pruitt em deixar registos da sua atividade que possam ser escrutinados. Por exemplo, o agora demissionário chefe da Agência de Proteção Ambiental (EPA) raramente usava a conta de email ou o telefone oficial do cargo para tratar dos assuntos da agência e evitava a elaboração de registos escritos das reuniões que mantinha. Pruitt chegou mesmo a instalar uma cabine telefónica à prova de som no seu gabinete para garantir a confidencialidade dos seus contactos.

Outras denúncias reveladas pela CNN dizem que os funcionários de Pruitt mantinham uma agenda “paralela” de encontros e telefonemas com representantes da indústria que não eram do conhecimento público.

Para o senador e ex-candidato às primárias democratas, Bernie Sanders, “Pruitt foi o pior administrador da EPA em toda a história da agência. Não só agiu vezes sem conta de forma anti-ética, como conduziu a agência precisamente na direção errada”. Considerando a sua demissão como “um passo positivo para o nosso país”, Sanders acusou o ex-líder da EPA de ter trabalhado “para proteger os interesses da indústria dos combustíveis fósseis e dos poluidores em todo o país”.

Como não deixou de apontar Donald Trump, o mandato de Pruitt ficou marcado pelo fim de muitas barreiras regulatórias que protegiam o ambiente da voragem da indústria mineira e petrolífera. Com a demissão de Pruitt, a agência fica nas mãos do seu adjunto, Andrew Wheeler, um antigo lóbista ao serviço da indústria do carvão e que foi conselheiro de um senador republicano do Oklahoma que nega a existência das alterações climáticas.

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